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“Foi tudo muito rápido. Quando saí lá fora, a água já tinha tomado conta da área”, conta Sabrina
Sabrina relatou o desespero de ver a água destruir tudo em minutos (Foto: cedida ao Mais Goiás)
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“Não deu para salvar nada.” O desabafo é de Sabrina Fernandes Freitas, de 24 anos, que viu a água invadir sua casa em questão de minutos durante a forte chuva que atingiu Jussara entre os dias 21 e 23 de fevereiro. Sozinha com o filho de 1 ano e 3 meses, ela perdeu praticamente todos os móveis na enchente e precisou sair às pressas do imóvel. O município decretou situação de calamidade pública e contabiliza 500 desabrigados e 157 casas atingidas.
Ao Mais Goiás, Sabrina detalhou os momentos de pânico vividos na última segunda-feira (23). Ela conta que estava na cozinha preparando o almoço quando a rotina foi interrompida pela força da natureza. “Passa um córrego nos fundos da casa onde eu moro. Como estava chovendo demais ultimamente, ele estava enchendo, mas a água ainda estava longe. Foi questão de um minuto: quando saí lá para pegar uma carne no tanque, a água já estava na minha área”, relembra.
Sem a presença do marido, que estava trabalhando no momento, a mulher precisou agir rápido. Com o auxílio de uma vizinha, que retirou a criança do local, ela viu seus pertences serem submersos. “Não deu para salvar nada das minhas coisas, perdi praticamente tudo o que eu tinha. Foi desesperador, uma cena muito triste que não desejo para ninguém.”
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Calamidade Pública
A situação da residência de Sabrina reflete o cenário crítico de Jussara. Segundo o Cimehgo, a cidade registrou 83,8 mm de chuva em poucas horas — o volume esperado para quase uma semana. O transbordamento dos córregos Água Limpa, Molha Biscoito e Palmeiras afetou severamente 157 moradias e comprometeu o fornecimento de água potável.
Atualmente, Sabrina e a família estão abrigadas na casa da mãe dela, pois o imóvel original segue em condições precárias e o medo de novos temporais impede o retorno. “A previsão ainda é de chuva, então não tem como ficar lá. Você fica com medo de acontecer de novo”, desabafa.
Rede de solidariedade
Embora a prefeitura e a assistência social estejam distribuindo cestas básicas e arrecadando roupas, para a jovem a perda dos móveis — em sua maioria de MDF, que se deterioram rapidamente com a umidade — deixou a família sem estrutura básica para recomeçar.
Sabrina agora busca apoio para se reerguer e mobiliza uma rede de solidariedade. “Nesse momento, toda ajuda é bem-vinda”, afirma a jovem. Quem desejar contribuir com qualquer valor para a reconstrução do lar de Sabrina e seu filho pode realizar uma doação via PIX, através da chave: 62981194328.