PCDF deflagra 2ª fase da operação Falsa Tribuna contra golpes virtuais com perfis falsos de parlamentares

A Polícia Civil do Distrito Federal, por meio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e a Fraudes (DCV/CORF), deflagrou na manhã desta quinta-feira (26) a segunda fase da Operação Falsa Tribuna. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em golpes virtuais praticados com o uso de perfis falsos de deputados e ex-deputados residentes em Brasília.

A operação contou com o apoio da Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Especial de Crimes Cibernéticos. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Poder Judiciário do Distrito Federal, os policiais apreenderam aparelhos celulares e outros materiais eletrônicos, que serão submetidos à perícia técnica para aprofundamento das investigações.

De acordo com a apuração, os investigados integram uma associação criminosa estruturada em diferentes células, voltada à prática de fraudes eletrônicas, estelionato e lavagem de capitais. O grupo utilizava falsificação de identidades virtuais, criação de contas de e-mail, perfis falsos em redes sociais e números de aplicativos de mensagens para se passar por pessoas conhecidas das vítimas ou por figuras públicas.

As investigações apontam que os criminosos criavam perfis em aplicativos de mensagens utilizando, de forma indevida, imagens e informações públicas de parlamentares. A partir dessas contas fraudulentas, entravam em contato com as vítimas simulando situações de urgência, como emergências médicas ou acidentes envolvendo supostos familiares, e solicitavam transferências financeiras imediatas, principalmente via PIX.

O uso da identidade de autoridades públicas aumentava a credibilidade da fraude e o poder de persuasão dos golpistas, levando as vítimas a realizar pagamentos sem checar a veracidade das solicitações.

Até o momento, os indícios reunidos indicam a prática dos crimes de falsa identidade, estelionato por meio de fraude eletrônica, associação criminosa e possível lavagem de capitais. Somadas, as penas previstas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.

O nome da operação, “Falsa Tribuna”, faz referência à estratégia empregada pelos criminosos, que exploravam a imagem e a credibilidade de autoridades públicas para enganar e lesar financeiramente as vítimas.

T CSM

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