Em sua primeira mensagem como novo líder supremo do Irã, Mukhta Khamenei adotou um tom desafiador nesta quinta-feira (12), exigindo que o Estreito de Ormuz permaneça fechado, ameaçando as bases americanas no Oriente Médio e prometendo que “o sangue dos mártires será vingado”.
“O Estreito de Ormuz deve permanecer fechado”, enfatizou a nova autoridade política e religiosa máxima do Irã em um comunicado lido por um apresentador na televisão estatal, enquanto uma imagem da bandeira iraniana e uma fotografia do novo líder eram exibidas.
O tráfego no estratégico Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, foi praticamente interrompido pelos ataques iranianos a navios na região desde o início da guerra.
Mukhta Khamenei é filho do líder Supremo anterior, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques americanos e israelenses. O novo líder, que não foi visto em público desde sua eleição no último domingo, ameaçou as bases americanas na região, afirmando que elas serão “inevitavelmente” atacadas.
Ele alertou os países vizinhos que abrigam essas instalações militares de que devem tomar medidas: “Recomendo que expulsem essas bases o mais rápido possível”.
Em sua visão, a alegação de que os EUA querem garantir a segurança e a paz no Oriente Médio “não passa de uma mentira”.
Khamenei declarou que busca relações “cordiais” e “construtivas” com seus 15 países vizinhos e afirmou que os ataques sofridos por vários deles durante a guerra foram direcionados a bases americanas e não a seus territórios.
“Acreditamos na amizade com nossos vizinhos e estamos apenas atacando bases, e inevitavelmente continuaremos a fazê-lo”, afirmou.
Mokhtaba Khamenei disse que soube de sua eleição como o novo líder máximo iraniano no domingo, por meio da televisão estatal. Ele é o terceiro líder nos 47 anos de história do regime dos aiatolás sucedendo Ali Khamenei e Ruhollah Khomeini.
“Para mim, assumir o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei, é uma tarefa difícil”, disse.
Além de seu pai, sua mãe, esposa e um filho foram mortos nos ataques, que começaram no sábado, 28 de fevereiro, e continuam até hoje.
O novo líder foi ferido nas pernas nesses ataques, informou o The New York Times na quarta-feira, citando fontes oficiais iranianas e israelenses, uma alegação negada por Teerã.
Mojtaba Khamenei afirmou que “não renunciaremos a vingar o sangue dos mártires”.