O ex-companheiro da policial militar Gisele Alves Santana prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira, afirmando que ela não apresentava tendências suicidas.
De acordo com o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva Junior, o depoente descreveu Gisele como alguém em processo de separação, que jamais o agrediu e que buscava alugar uma casa ou retornar à residência dos pais. Além disso, ele confirmou que a filha do casal tinha pavor de permanecer no apartamento com o tenente-coronel Geraldo Leite Neto, com quem Gisele morava.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento compartilhado com Leite Neto, que reportou o caso às autoridades como suicídio. A policial mantinha boa relação com o ex-marido, conforme destacado pelo advogado.
Laudos necroscópicos do Instituto Médico Legal (IML) indicam lesões contundentes na face e na região cervical da vítima, compatíveis com pressão digital e escoriações causadas por unhas. O último laudo, datado de 7 de março, foi emitido após a exumação do corpo. Já o laudo de 19 de fevereiro, um dia após a morte, já mencionava essas lesões na face e no pescoço à direita.