O programa OperaDF, lançado para acelerar cirurgias eletivas, resultou em um aumento de 70,6% nos procedimentos da rede pública de saúde do Distrito Federal, o que corresponde a 9.792 cirurgias a mais. A iniciativa recebeu um investimento de R$ 150 milhões para ampliar a capacidade de atendimento.
Resultados do programa OperaDF
O governador Ibaneis Rocha ressaltou que a ampliação é fruto de uma parceria com o legislativo, que ajudou no custeio do programa com verbas de emendas parlamentares. “No ano passado, o [deputado federal] Rafael Prudente destinou, juntamente com os demais deputados do DF, R$ 150 milhões que foram injetados diretamente na Saúde, o que possibilitou que a gente ampliasse o número de cirurgias no Distrito Federal”, apontou o chefe do Executivo.
Segundo os dados apresentados, entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, foram realizadas 13.865 cirurgias. No período correspondente de 2025 a 2026, o número subiu para 23.657. “Foram feitas tanto na rede pública, que ampliou a sua capacidade com a contratação de plantões extras de anestesistas, quanto na rede privada, que foi contratualizada”, acrescentou Ibaneis Rocha.
A estratégia para o aumento incluiu a parceria com nove hospitais da rede particular e a contratação de mais de 10,8 mil plantões extras na rede pública, de acordo com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda. “A ideia é você tirar essa sobrecarga de cirurgias de menor complexidade dos nossos hospitais para que eles sejam fortalecidos em cirurgias de maior complexidade”, explicou Lacerda. “E é justamente essa dinâmica que nos permitiu conseguir avançar nos números.”
Inclusão de cirurgias oftalmológicas
O OperaDF, que já atende diversas especialidades, passará a ofertar também procedimentos na área oftalmológica. “Vão ser investidos mais R$ 22 milhões, com grande parte desses recursos sendo destinados às cirurgias oftalmológicas. Serão, aproximadamente, 6,5 mil cirurgias que serão realizadas já nesses próximos meses”, destacou o governador.
O deputado Rafael Prudente reforçou a importância da nova etapa. “Já tem tempo que a gente trabalha para viabilizar esses recursos, tem muita gente aguardando a cirurgia de catarata, que é o maior volume represado da Secretaria de Saúde, e a gente fica feliz agora de conseguir os recursos necessários para fazer mais de 6,5 mil cirurgias. Acho que, com isso, a gente consegue zerar essa fila e melhorar a saúde das pessoas”, afirmou.