Em pronunciamento no Plenário nesta segunda-feira (16), o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) protestou contra a recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) de suspender o projeto da Ferrogrão, ferrovia planejada para escoar a produção agrícola do Centro-Oeste até o Norte do país.
Segundo o senador, a paralisação compromete investimentos privados e atrasa soluções logísticas consideradas estratégicas. Ele criticou o adiamento do leilão da ferrovia, que ligaria os municípios de Sinop, em Mato Grosso, ao porto de Miritituba, no Pará, e estava previsto para setembro.
“Adiar o leilão da ferrovia é objetivamente atrasar o Brasil, porque a Ferrogrão é a obra de infraestrutura mais importante deste país. É desperdiçar um momento em que o mercado está disposto a investir, momento em que há apetite do setor privado, em que o país precisa urgentemente modernizar a sua infraestrutura”, afirmou Zequinha Marinho.
O parlamentar destacou os gargalos no escoamento da produção agropecuária nacional, que provocam prejuízos econômicos e dificuldades para os trabalhadores do setor de transportes. Como exemplo, mencionou as longas filas e condições precárias enfrentadas por caminhoneiros no porto de Miritituba.
Zequinha Marinho ressaltou que o caos logístico tem causas conhecidas: o Brasil ainda é excessivamente dependente do transporte rodoviário, que responde por cerca de 65% do transporte de cargas. No entanto, apenas 12,4% da malha rodoviária é pavimentada, e mais de 60% das estradas são consideradas regulares, ruins ou péssimas. “Transportar grãos por caminhão em longas distâncias é ineficiente e ambientalmente inadequado”, enfatizou o senador.
Com informações da Agência Senado