A Caixa Econômica Federal realiza nesta sexta-feira (20) o pagamento da parcela de março do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 3.
O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas com os adicionais, a média chega a R$ 683,75. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançará 18,73 milhões de famílias neste mês, com um total de R$ 12,77 bilhões em transferências.
Além do benefício base, o Bolsa Família oferece três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz, que paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade; R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam); R$ 50 para cada filho de 7 a 18 anos; e R$ 150 para cada criança de até 6 anos.
Os pagamentos seguem o calendário tradicional, nos últimos dez dias úteis de cada mês. Os beneficiários podem consultar datas, valores e composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem.
Pagamento unificado
Em áreas afetadas por desastres, o pagamento foi antecipado. Beneficiários de 171 cidades em nove estados receberam a parcela na quarta-feira (18), independentemente do final do NIS. A medida abrangeu 126 municípios do Rio Grande do Norte, afetados por seca, e cidades em Minas Gerais (Juiz de Fora, Ubá, Patrocínio do Muriaé e Formiga), impactadas por enchentes. Outros estados beneficiados incluem Amazonas (3 cidades), Bahia (17), Paraná (1), Piauí (1), Rio de Janeiro (4), Roraima (6) e Sergipe (9). Essas localidades foram afetadas por chuvas, estiagens ou abrigam povos indígenas em vulnerabilidade. A lista completa está disponível no site do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não sofrem mais o desconto do Seguro Defeso, conforme a Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família. O Seguro Defeso é destinado a pescadores artesanais que não podem exercer a atividade durante a piracema.
Regra de proteção
Cerca de 2,35 milhões de famílias estão na regra de proteção em março. Essa regra permite que famílias com membros empregados e renda melhorada recebam 50% do benefício por até dois anos, desde que cada integrante ganhe até meio salário mínimo. Neste mês, o benefício médio para elas é de R$ 368,97.
Em 2025, o tempo de permanência na regra foi reduzido para um ano, mas a mudança aplica-se apenas às famílias que entrarem na fase de transição a partir de junho de 2025. Aquelas enquadradas até maio continuarão recebendo por dois anos.