Vôlei: novas regras podem mudar andamento dos jogos 

Redação Jornal de Brasília/Agência UniCeub
*Por Ágatha Pires e Beatriz Ribas

A FIVB (Federação Internacional de Voleibol) anunciou sua proposta para o teste de novas regras para os jogos. As normas serão testadas na próxima VNL (Liga das Nações de Vôlei), nos campeonatos regionais e no mundial do sub-17.

As novas regras já estavam em negociação há algum tempo, mas só agora entraram em processo para, de fato, serem aprovadas e usadas nos campeonatos. 

Liga das Nações

A VNL (Liga das Nações) é um campeonato de vôlei entre as seleções mundiais que acontece todos os anos e é organizada pela FIVB (Federação Internacional de Voleibol), foi lançada em 2018 para substituir a Liga Mundial e o Grand Prix, o campeonato contém 18 seleções masculinas e femininas, chega a servir como preparação para as Olimpíadas e Mundiais. 

Como funciona

A competição é dividida em duas fases: as classificatórias que é realizada em três semanas com três sedes diferentes por semana, cada semana seis equipes participam e as seleções viajam para jogar em grupos rotativos. 

As oito melhores seleções avançam para as finais, levando em consideração as vitórias e a pontuação. 

As finais são tratadas como: quartas de final, semifinal e final, no sistema de eliminação direta, o 1° enfrenta o 8°, o 2° enfrenta o 7°, e assim por diante 

A competição é considerada longa e intensa, exigindo muito preparo físico. 

Países participantes

As seleções participantes masculinas são: Alemanha, Argentina, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, China, Cuba, Eslovênia, Estados Unidos, França, Irã, Itália, Japão, Polônia, Sérvia, Turquia e Ucrânia. 

Já as seleções femininas são: Alemanha, Bélgica, Brasil, Bulgária, Canadá, China, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Países Baixos, Polônia, República Dominicana, República Tcheca, Sérvia, Tailândia, Turquia e Ucrânia. (em destaque a entrada da Ucrânia no lugar da Coreia do Sul). 

Dias e locais da competição 

A primeira semana da VNL feminina será do dia 3 a 7 de junho, disputada em Brasília, Brasil; Quebec, Canadá e em Nanjing, China. 

A segunda semana será do dia 17 a 21 de junho, disputada em Ancara, Turquia; A definir, Filipinas e o terceiro local ainda não está definido. 

E a terceira semana será do dia 8 a 12 de julho, disputada em Belgrado, Sérvia; Hong Kong, China e em Kansai, Japão. 

A primeira semana masculina será do dia 10 a 14 de junho, disputada em Ottawa, Canadá; Brasília, Brasil e em Linyi, China. 

A segunda será do dia 24 a 28 de junho, disputada em Orléans, França; Gliwice, Polônia e em Ljubljana, Eslovênia. 

A terceira será do dia 15 a 19 de julho, disputada em Belgrado, Sérvia; Chicago, EUA e em Kansai, Japão.

Novas regras

Toque da bola no teto: Caso a bola toque o teto do ginásio ou outro canto da quadra, o lance continuará normalmente, desde que a bola não ultrapasse para o lado adversário. 

Dois toques: O lance seguirá autorizado no movimento do levantamento, desde que a bola não ultrapasse para o lado adversário. 

Rigidez contra a condução: Impede que os jogadores de segurar ou arremessar a bola; com isso, jogadas com mudanças de direção, ataque com as duas mãos e carregadas não serão toleradas. Apenas a lagartinha será autorizada.  

Número de relacionados: Cada equipe poderá inscrever por jogo de 12-14 jogadores, com um deles sendo obrigatoriamente sendo líbero. A lista de relacionados deverá ser divulgada até uma hora antes do início da partida.   

Erro de posicionamento: O time que receberá o saque deve permanecer na posição da rotação a partir do momento em que o árbitro apitar. Os jogadores poderão se movimentar a partir do momento em que o sacador iniciar o movimento e não mais após o toque da bola. 

Novo desafio: Os técnicos poderão pedir desafio em lances que a bola desvia na defesa ou na recepção antes de sair. De acordo com a FIVB, a imagem do desafio deverá mostrar claramente o toque do atleta para a alteração de marcação da arbitragem; Se não houver imagem conclusiva, o primeiro apontamento do árbitro valerá. 

Desafio no meio do rali: Os técnicos marcar o lance que gostariam de pedir revisão. Caso o time perca pontos, o objetivo dessa mudança é acelerar a análise do desafio. 

Sem tempo após o desafio: Os técnicos não poderão pedir tempo após a solicitação do desafio. Apenas o técnico do adversário terá esse direito, se achar necessário.

Uso do apito do árbitro: O primeiro árbitro não precisará apitar em lances que a bola cair dentro ou fora, em saques que vão direto na rede ou em ataques em que a bola bate no bloqueio e sai. 

Interação do árbitro com o treinador: Os técnicos poderão se aproximar do primeiro árbitro para entender a marcação ou para esclarecer o pedido de desafio. 

Novo protocolo de aquecimento: Cada time terá um período especial de 90 segundos para aquecimento de saque sem a presença de jogadores do adversário em quadra. Essa medida foi tomada para a segurança dos atletas. 

Antigas regras

Toque da bola no teto: Caso tocasse o teto, o lance era encerrado e o ponto iria para o adversário. 

Dois toques no levantamento: Eram frequentemente marcados como falta e principalmente em levantamentos mais imprecisos. 

Rigidez contra a condução: Os árbitros eram mais tolerantes principalmente em levantamentos difíceis e bolas rápidas. A decisão era inconsistente dependendo muito do árbitro. 

Número de relacionados: Normalmente eram 12 jogadores, líbero obrigatório. 

Erro de posicionamento: Jogadores só podiam se mover após o saque. 

Desafio: Toque na bola antes de sair, era difícil contestar esse tipo de lance. Não podia pedir desafio durante o rali somente após o ponto acabar e os técnicos podiam pedir tempo normalmente. 

Uso do apito: Árbitro apitava praticamente em todos os lances. 

Interação do árbitro com o treinador: O contato mais limitado. 

Protocolo de aquecimento: Era conjunto na quadra. 

*Supervisão de Luiz Claudio Ferreira

T CSM

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