SLU remove 98 mil toneladas de entulho em janeiro e fevereiro de 2026

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) do Governo do Distrito Federal retirou 98 mil toneladas de resíduos das ruas do Distrito Federal em janeiro e fevereiro de 2026. O volume, composto majoritariamente por entulho descartado de forma irregular, segue uma tendência de crescimento: em todo o ano passado, foram removidas 678 mil toneladas, contra 654 mil toneladas em 2024.

Áreas com maior incidência de descarte incluem Plano Piloto, Ceilândia, Taguatinga, Samambaia e Planaltina. Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana do SLU, Everaldo Araújo, o aumento reflete a falta de conscientização da comunidade. “Infelizmente, se você pegar os dados, vê que está sempre aumentando. A população não usa os meios que o governo disponibiliza, que são as coletas porta a porta e a seletiva”, afirma.

Araújo destaca que o lixo em áreas públicas causa prejuízos aos cofres públicos e gera riscos à saúde. “Quando o lixo é descartado em áreas públicas, vai cair em bocas de lobo, vai entupir e vai trazer prejuízos: o governo vai ter gastos maiores para desentupir a rede, por exemplo. Vai gerar também problemas de saúde pública, com diversos vetores, como o mosquito da dengue, ratos, répteis e outros insetos”, alerta.

A definição dos locais para novos equipamentos segue critérios técnicos baseados em pedidos via Ouvidoria e mapeamento de áreas com descarte reincidente. Araújo orienta que os cidadãos utilizem o aplicativo SLU Coleta DF para localizar os pontos de entrega e saber os horários de coleta.

A fiscalização, coordenada pela DF Legal, resultou em 1.663 vistorias, 241 notificações e 31 multas nos dois primeiros meses deste ano. No ano passado, foram 15.791 vistorias, 2.686 notificações e 295 multas — contra 16.003 vistorias, 3.032 notificações e 252 multas no ano anterior.

Em um levantamento acumulado desde 2024, o Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) lidera o ranking de autuações com 137 registros, seguido por Brasília (80) e Vicente Pires (64). As penalidades financeiras para quem é flagrado cometendo o crime ambiental variam de R$ 122,28 a R$ 305.803,16, além da possibilidade de apreensão do veículo utilizado no descarte irregular.

Para Araújo, a punição é um mecanismo educativo necessário. “A multa inibe bastante o descarte irregular”, avalia. As regiões com menos autuações incluem Paranoá, Recanto das Emas e Santa Maria, com três cada, e Brazlândia e Candangolândia, com duas cada.

Paralelamente, o SLU mantém equipes de educação ambiental que percorrem as 35 regiões administrativas do DF e visitam escolas para orientar sobre a correta separação de resíduos. O incentivo é feito com a peça de teatro O Garizito, encenada por servidores da instituição, que promove, de forma lúdica, a importância da reciclagagem.

Escolas, instituições e organizações públicas e privadas podem solicitar a apresentação do espetáculo, de cerca de 20 minutos, pelo portal do SLU, e-mail agendamento@slu.df.gov.br ou telefone (61) 3213-0153, ramal 100.

*Com informações da Agência Brasília

T CSM

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