A Polícia Federal identificou indícios de que empresários investigados na Operação Fallax utilizaram uma rede de empresas de fachada ligada ao Comando Vermelho para lavar dinheiro oriundo de fraudes bancárias.
De acordo com as investigações, o CEO e sócio do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini são suspeitos de participação em um esquema que pode ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal e outras instituições financeiras.
Segundo a PF, o contato com a rede de “laranjas” ocorria por meio de Thiago Branco de Azevedo, que operava cerca de 100 empresas fictícias. Essas companhias eram abertas com documentos falsos, muitas vezes em nome de pessoas que desconheciam o uso de seus dados, e utilizadas para obtenção fraudulenta de empréstimos.
As atividades de Thiago Branco foram inicialmente identificadas pelo Ministério Público de São Paulo em 2024, durante apurações relacionadas ao chamado “Bando do Magrelo”, grupo criminoso que atuava no interior paulista.
O líder da organização, Anderson Ricardo de Menezes, teria ligação com o Comando Vermelho, que posteriormente assumiu o controle da área após a prisão do grupo rival.
Ainda segundo a PF, a estrutura criada por “Ralado” teria sido utilizada pelos empresários para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.
As investigações seguem em andamento para detalhar a participação de cada envolvido e a extensão do esquema.