O Impostômetro de 2026 deve atingir a marca de R$ 1 trilhão em impostos arrecadados às 12h17 desta sexta-feira, 27, conforme a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A marca representa alta de 2,9% em relação ao mesmo período de 2025, quando estava em R$ 972 bilhões. Neste ano, o nível trilionário será alcançado três dias antes, sinalizando aceleração no ritmo de arrecadação.
“Deve-se ao avanço da atividade econômica, que amplia a base de arrecadação, bem como à inflação, já que grande parte dos impostos incide sobre bens e serviços”, explica Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.
A receita de R$ 1 trilhão estimada para ser atingida nesta sexta-feira equivale ao total de tributos, taxas e contribuições pagos por contribuintes aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correção monetária. O painel está instalado na sede da ACSP, no Centro Histórico da capital paulista.
A antecipação da arrecadação de impostos estimada ainda reflete mudanças recentes como tributação de fundos exclusivos e offshores, alta na tributação dos juros sobre capital próprio, alterações na tributação de incentivos (subvenções) estaduais, a retomada da tributação sobre combustíveis, a tributação das apostas (bets), entre outros.
Para registrar o nível arrecadado na sexta-feira, o Impostômetro será congelado por alguns segundos. Os dados podem ser acompanhados em tempo real pelo site impostometro.com.br.
Paralelamente, a plataforma Ga$to Brasil, que compartilha o painel com o Impostômetro, busca dar transparência ao uso do dinheiro público. De acordo com a iniciativa, enquanto a arrecadação se aproxima de R$ 1 trilhão, as despesas não financeiras (primárias) do setor público, somadas em todas as esferas de governo, já ultrapassam R$ 1,29 trilhão.
Para Gamboa, a diferença acende um alerta fiscal. “Esse desequilíbrio entre arrecadação e despesas primárias é preocupante, porque mostra que o Brasil está operando no vermelho mesmo antes de pagar os juros da dívida. Isso compromete a sustentabilidade fiscal e pressiona ainda mais a necessidade de ajustes estruturais nas contas públicas”, avalia
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