CNJ e CNMP criam grupo para implementar novas regras para ‘penduricalhos’

CNJ estabelece diretrizes para recuperação judicial no agro após escalada histórica de pedidos
CNJ estabelece diretrizes para recuperação judicial no agro após escalada – Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, e o presidente do CNMP e procurador-geral da República, Paulo Gonet, assinaram nesta quinta-feira, 26, a Portaria Conjunta nº 3/2026, que cria um grupo de trabalho (GT) para fiscalizar a aplicação da decisão do Supremo sobre os “penduricalhos” pagos à magistratura e ao Ministério Público.

O colegiado terá a tarefa de coordenar, entre os dois conselhos, o cumprimento das regras fixadas pela Corte. Como mostrou o Estadão, o STF determinou que a soma das parcelas extras não poderá exceder 35% do subsídio, o que corresponde hoje a R$ 46,3 mil. O tribunal também admitiu a contabilização de adicional de tempo de serviço de até 35% para magistrados.

Com os novos parâmetros, um magistrado em início de carreira pode receber até R$ 52.594,35. No fim da carreira, a remuneração pode alcançar R$ 78,5 mil.

Enquanto o Congresso não editar nova legislação sobre o tema, os servidores em geral seguem vinculados ao Regime Estatutário, dentro dos limites já previstos em lei. Não há previsão de votação de uma nova norma, sobretudo porque o Brasil está em ano eleitoral.

O grupo de trabalho, composto por representantes do CNJ e do CNMP, ficará responsável por implementar de forma coordenada as diretrizes fixadas pelo STF. O objetivo é garantir uniformidade na aplicação das regras e fortalecer os mecanismos de controle e transparência no pagamento de subsídios e vantagens.

T CSM

Deixe um comentário

Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress