O 1º Encontro Nacional do Mais Ciência na Escola reuniu quase 2 mil estudantes de escolas públicas de todo o Brasil em Brasília, de 24 a 26 de março. A iniciativa, lançada em julho de 2024, é uma parceria entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Francinaide Prado, uma boliviana de 30 anos que migrou para Cáceres (MT) em 2018 em busca de tratamento para o marido, encontrou na educação uma oportunidade de transformação. Após trabalhar como faxineira e retomar os estudos na Escola de Jovens e Adultos (EJA), ela se tornou bolsista do projeto na Escola Milton Curvo. No encontro, Francinaide compartilhou como o programa a ajudou a ganhar confiança: “Tem sido por meio do estudo que eu tenho conseguido mais conhecimento e percebido que consigo mudar a minha vida e realidade”, disse. “Antes, eu não conseguia falar na frente das pessoas e hoje eu já apresento trabalhos e falo sobre o que eu aprendo.”
Outro destaque foi João Mateus de Oliveira, de 12 anos, de Santarém (PA), que participou do evento com uma delegação de 32 alunos, professores e coordenadores do estado. “O Mais Ciência na Escola aproxima o aluno da ciência e transforma ele em um pequeno questionador e em um pequeno cientista. Às vezes, a ciência vem como flecha e nos atravessa. O Mais Ciência na Escola é o começo de tudo”, relatou o estudante durante uma apresentação.
O programa visa promover o letramento digital e a educação científica através de laboratórios mão na massa, onde estudantes podem experimentar ideias inovadoras. As ações incluem planos de atividades, formação de professores e bolsas para docentes e alunos. Desde 2024, o investimento totalizou R$ 200 milhões.
Para a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, apesar de desafios como infraestrutura, logística e burocracia, a iniciativa representa um avanço essencial. “O Estado brasileiro, infelizmente, não consegue chegar a todos os lugares de forma completa, mas não dá para esperar que tudo esteja perfeito. É preciso chutar a porta, e é isso que nós estamos fazendo com o Mais Ciência na Escola”, afirmou.
Com informações do Governo Federal