Polícia identifica venda ilegal de mais de 100 animais na Feira da Lua, em Goiânia

CÃES E GATOS

Operação encontrou 18 feirantes com vendas sem autorização. Animais estavam sem vacinação adequada e alguns apresentavam problemas de saúde

Polícia identifica mais de 100 animais sendo vendidos ilegalmente na Feira da Lua, em Goiânia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Uma operação da Polícia Civil identificou mais de 100 animais sendo vendidos de forma ilegal na Feira da Lua, em Goiânia, no último sábado (28). Ao todo, 18 feirantes foram flagrados comercializando animais domésticos sem autorização ou licença ambiental. Todos foram notificados e terão 30 dias para regularizar a situação.

A ação foi coordenada pelo Grupo de Proteção Animal (GPA) e contou com apoio de diversos órgãos públicos, após denúncias de possíveis maus-tratos. Durante a fiscalização, equipes também avaliaram as condições de saúde e o bem-estar dos animais expostos à venda.

Segundo a delegada Simelli Lemes, nenhum dos vendedores tinha permissão para atuar no local. “Na Feira da Lua, nenhum dos feirantes estava autorizado a vender animais domésticos. Todos estavam irregulares. Existe um histórico de venda de animais sem o devido atendimento. Muitas pessoas não se preocuparam em se regularizar ou garantir o mínimo de bem-estar animal”, afirmou.

Durante a operação, foram encontrados animais presos em gaiolas fechadas ou em cercados improvisados. Apesar de a maioria apresentar condições razoáveis, parte deles tinha problemas de saúde.

Polícia identifica mais de 100 animais sendo vendidos ilegalmente na Feira da Lua, em Goiânia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

“A maioria estava em bom estado, mas alguns tinham problemas de pele, presença de ectoparasitas e, principalmente, ausência de vacinação adequada. Quando havia cartão, muitos não tinham o carimbo do médico veterinário, o que é irregular. Além disso, a vacina aplicada de forma indevida não protege contra doenças comuns em filhotes”, ressaltou a delegada.

Um dos feirantes foi autuado administrativamente por maus-tratos após colocar um cachorro recém-operado, ainda em fase de cicatrização, à venda.

Todos os comerciantes foram intimados a prestar depoimento e vão ser acompanhados pelos órgãos responsáveis. O caso também será encaminhado ao Ministério Público para análise de possíveis medidas judiciais.

A delegada reforçou que, neste primeiro momento, a operação teve caráter fiscalizatório e educativo, com foco na interrupção da venda irregular. “Se, após 30 dias, eles não estiverem regularizados, não poderão mais comercializar. Caso sejam flagrados novamente, serão multados”, concluiu.

Até o momento, não há previsão de novas operações no local, mas a polícia não descarta novas ações para coibir o comércio ilegal de animais na capital.

T CSM

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