Ao menos 15 estados confirmam adesão ao subsídio do diesel importado proposto pelo governo

CNA pede aumento de biodiesel no diesel para mitigar alta de preços
CNA pede aumento de biodiesel no diesel para mitigar alta – Reprodução

Ao menos 15 estados confirmaram que vão aderir ao subsídio do diesel importado proposto pelo governo federal. Até a publicação desta reportagem, o Distrito Federal foi o único estado a confirmar que não participará da subvenção. Já o Rio de Janeiro afirmou que “vai aguardar a publicação da Medida Provisória do governo federal para analisar a adesão à política de subvenção ao diesel”.

O governo federal propôs aos estados um auxílio financeiro extra a importadores de diesel como forma de atenuar a alta nos preços do combustível por causa da guerra no Irã. A subvenção de R$ 1,20 por litro deve ser repartida entre a União e os estados, pelo período de dois meses. Na prática, R$ 0,60 ficam a cargo do governo federal e R$ 0,60 são custeados pelos governos estaduais.

O custo total estimado pelo Ministério da Fazenda é de R$ 3,2 bilhões para os dois meses. Desse valor, R$ 1,6 bilhão recai sobre os estados e R$ 1,6 bilhão sobre o governo federal. O subsídio foi pensado para ficar próximo do valor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel (R$ 1,17) .

Os estados que confirmaram a adesão ao subsídio foram: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Todos afirmaram que vão aderir à proposta do governo federal com o objetivo de conter os impactos da alta do combustível sobre a população.

O governo do estado de São Paulo afirmou que “deve aderir à segunda proposta ventilada pelo governo federal”. “Diferentemente das discussões iniciais, que envolviam alternativas tecnicamente inviáveis, a proposta atual passou a ter um desenho mais estruturado.”

A gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) se refere à primeira proposta do governo, zerar as alíquotas de ICMS apenas sobre o diesel importado. A possibilidade chegou a ser cogitada, mas tem obstáculos técnicos e jurídicos.

A nota também diz que foram adquiridos “contornos mais claros” sobre a questão do diesel, após reunião entre os secretários da Fazenda, e o secretário-executivo Rogério Ceron.

O Distrito Federal, por sua vez, confirmou que não vai aderir ao subsídio, sem fornecer mais detalhes sobre a decisão.

Os estados do Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima e Tocantins foram procurados, mas não se posicionaram até a publicação desta reportagem.

Nesta terça-feira, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a adesão dos estados está próxima da unanimidade. “O que mostra que, se por um lado há discurso político, por outro há um reconhecimento pragmático do trabalho que foi inclusivo e respeitoso”, disse.

Esta não foi a primeira iniciativa do governo federal para conter a alta do diesel. Em 12 de março, o Ministério da Fazenda já havia anunciado que iria zerar a tributação de PIS/Cofins sobre o óleo diesel importado, com impacto previsto de R$ 0,32 no preço do produto.

Além disso, o governo federal também anunciou o pagamento de uma subvenção direta aos produtores e importadores do combustível, com a concessão de R$ 0,32 por litro vendido abaixo de um preço teto pré-estabelecido pelo governo.

Para o diesel importado, o governo limitou o socorro a quem vender o produto a distribuidoras abaixo de um valor que varia entre R$ 5,28 e R$ 5,51 por litro, dependendo da região.

As medidas para conter a alta do diesel ocorrem em meio ao conflito entre o Irã e os Estados Unidos (EUA), que fez o preço do petróleo disparar. O estreito de Ormuz, localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, concentra um fluxo constante de navios petroleiros, sendo responsável pelo escoamento de cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

T CSM

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