Irã executa dois homens condenados por vínculos com Israel em protestos

As autoridades iranianas executaram, neste domingo (5), dois homens condenados por agirem em prol de Israel e dos Estados Unidos durante os protestos antigovernamentais de janeiro, informou a Justiça.

“Mohamad-Amin Biglari e Shahin Vahedparast (…) foram enforcados depois que o caso foi revisado e o veredicto final, confirmado pela Suprema Corte”, informou a Mizan, agência de informação do Judiciário.

Os dois homens participaram dos protestos antigovernamentais deste ano, que tiveram seu auge em janeiro.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra desatada pelo ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, foram executadas no país pessoas vinculadas com os protestos ou grupos de oposição, concretamente membros da organização dos Mujahedins do Povo do Irã (MEK), qualificada como “terrorista”.

No sábado, o Irã executou dois membros do MEK, depois que outros quatro integrantes condenados deste grupo foram enforcados no começo da semana.

E na quinta-feira, as autoridades executaram um jovem de 18 anos, declarado culpado de ter trabalhado para Israel e Estados Unidos durante os protestos, após outras três execuções pelos mesmos motivos em março.

O regime reconheceu mais de 3.000 mortos nos protestos, enquanto a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA) contabilizou mais de 7.000 mortos.

© Agence France-Presse

T CSM

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