O diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês), John Ratcliffe, fez comentários sobre a operação secreta para resgatar dois pilotos que ficaram mais de um dia escondidos em território iraniano após a aeronave em que estavam ter sido derrubada.
Ele descreveu a missão de encontrar os dois militares em solo inimigo como buscar “um único grão de areia no deserto” durante uma coletiva de imprensa nesta segunda-feira (6). A operação militar contou com o apoio de mais de 150 aeronaves americanas, incluindo quatro bombardeiros, 64 caças, 48 aviões-tanque de reabastecimento e 13 aeronaves de resgate.
“Esta foi uma corrida contra o tempo, pois era crucial localizarmos o piloto abatido o mais rápido possível, enquanto ao mesmo tempo mantínhamos nossos inimigos desorientados”, disse Ratcliffe.
O diretor disse que a CIA executou uma campanha de desinformação para confundir os iranianos, que estavam desesperadamente à procura dos americanos. Ele não deu todos os detalhes sobre as estratégias usadas no terreno inimigo, mas revelou que informações humanas e tecnologia de espionagem foram utilizadas para ajudar a encontrar os dois americanos.
Os tripulantes do F-15 abatido pelo Irã na última sexta-feira foram resgatados. Um deles, o copiloto, ficou escondido em uma região montanhosa por horas antes de ser encontrado por membros das forças especiais americanas.