Gianluigi Donnarumma quebrou o silêncio em uma das semanas mais sombrias da história do futebol italiano, abordando a controvérsia dos bônus que surgiu após a derrota nos playoffs da Copa do Mundo para a Bósnia, ao mesmo tempo em que presta homenagem às três figuras que desde então deixaram seus cargos.
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O goleiro do Manchester City, que atuou como capitão da Itália durante a campanha dos playoffs, conversou com a Sky Sport, via TMW, em uma entrevista reflexiva e emocionante que cobriu tudo, desde a dor pessoal de uma terceira ausência consecutiva na Copa do Mundo até os relatórios prejudiciais que surgiram sobre as demandas de bônus de dentro do time.
Para Donnarumma, esses relatórios são particularmente profundos. “O que mais me machucou foi o que saiu”, disse ele. “Como capitão, nunca pedi um único euro à seleção italiana. O que acontece na seleção nacional, como sempre em todas as competições, é que um presente é dado aos jogadores se eles atingirem uma meta.
Foi uma negação firme e inequívoca de um jogador que sentiu claramente que a integridade do grupo estava a ser posta em causa num momento já doloroso.
“Fiquei mais magoado com os comentários e as palavras que saíram do que com qualquer outra coisa”, acrescentou.
MILÃO, ITÁLIA – 16 DE NOVEMBRO: Gennaro Gattuso, técnico da Itália, dá instruções durante a partida de qualificação para a Copa do Mundo FIFA 2026 entre Itália e Noruega, no Estádio San Siro, em 16 de novembro de 2025, em Milão, Itália. (Foto de Marco Luzzani/Getty Images)
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Goleiro italiano Donnarumma: 'Sentimos pena de Gigi, Gattuso e Gravina'
As saídas de Gabriele Gravina, Gennaro Gattuso e Gianluigi Buffon acrescentaram outra camada de emoção a um período já contundente. Donnarumma foi generoso nas suas palavras em relação aos três e visivelmente afetado pela cadeia de demissões que se seguiu à derrota de Zenica.
“Tive um relacionamento maravilhoso com Gigi, com Gattuso, com Gravina”, disse ele. “Sentimos pena acima de tudo deles, é natural que você se sinta um pouco responsável por tudo o que está acontecendo agora, e isso dói. Mas quero agradecer ao treinador, ao presidente e ao Gigi, porque eles deram uma contribuição importante”.
Apesar da dor, o guarda-redes estava determinado a enquadrar a situação num contexto mais amplo.
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A sequência recorde de vitórias da Itália e o triunfo no Campeonato da Europa de 2021 continuam a ser conquistas genuínas, e Donnarumma insistiu que a identidade futebolística do país não está irreparável. “Nestes anos, além das decepções, conseguimos coisas importantes”, disse ele. “Nem tudo deve ser jogado fora.”
Sua mensagem para o futuro era simples, mas sincera. “É difícil, mas temos de avançar com força e com a consciência de que a Itália regressará forte, regressará em grande”.
Com a Liga das Nações e o Campeonato Europeu ainda por vir antes de qualquer campanha futura na Copa do Mundo, o processo de reconstrução começa mais cedo do que muitos imaginam.
“Os primeiros dois dias foram muito difíceis e cansativos”, admitiu Donnarumma. “Dói, dói muito. Nos primeiros dias tive dificuldade para processar. Mas a verdade é que é preciso recomeçar, seguir em frente, reagir.”