O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que a China concordou em não enviar armas ao seu aliado próximo, o Irã, e que o líder Xi Jinping lhe deu garantias pessoais.
“Eles concordaram em não enviar armas ao Irã. O presidente Xi me dará um grande e apertado abraço quando eu chegar lá em algumas semanas”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social, referindo-se ao encontro planejado com Xi em Pequim nos dias 14 e 15 de maio.
Em uma entrevista ao canal Fox Business que foi exibida nesta quarta-feira, Trump disse que Xi “basicamente” prometeu não entregar armas.
“Eu tinha ouvido que a China estava fornecendo armas para, quero dizer, você vê isso em todas as partes, ao Irã”, disse Trump na entrevista.
“E eu escrevi uma carta para ele pedindo que não fizesse isso, e ele me escreveu uma carta dizendo, basicamente, que não está fazendo”, explicou.
O conflito no Oriente Médio adicionou mais uma camada de tensão à já complexa relação entre Washington e Pequim, visto que a China é uma grande importadora de petróleo iraniano.
A visita de Trump a Xi estava inicialmente agendada para março. No entanto, foi adiada devido à decisão de Trump de declarar guerra ao Irã em 28 de fevereiro, pela qual a retaliação iraniana se estendeu a toda a região do Golfo.
Na terça-feira, a China acusou os Estados Unidos de comportamento “perigoso e irresponsável” pelo bloqueio aos portos iranianos, e Xi prometeu que Pequim desempenharia um “papel construtivo” na promoção da paz no Oriente Médio.
Em sua publicação na Truth Social, Trump insistiu que “a China está muito feliz por eu estar abrindo permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou fazendo isso por eles e pelo mundo”.
A China é o maior parceiro comercial do Irã.
Na entrevista à Fox News, Trump foi questionado sobre relatos de que a China teria realizado recentemente um grande ataque cibernético contra o FBI.
Ele não confirmou diretamente essa informação, mas disse: “Nós fazemos isso com eles. Eles fazem isso conosco”.
“A China é a China”, acrescentou. “Eles nunca são fáceis, mas estamos nos saindo muito bem com a China.”