Operação Real State desarticula fraude imobiliária de R$ 12 milhões em seis estados

Florianópolis, 15/4/2026 – A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC), deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Real State. A ação visa desarticular uma associação criminosa especializada em fraudes imobiliárias de alto padrão na praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis, com prejuízo estimado em R$ 12 milhões.

A operação conta com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), incluindo a Coordenação-Geral de Repressão a Crimes Cibernéticos (Ciberlab), da Diretoria de Inteligência e Operações (Diopi) e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). Há colaboração das Polícias Civis dos estados do Amazonas (AM), Maranhão (MA), Goiás (GO) e Roraima (RR).

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão domiciliar e dez de prisão temporária em sete municípios: Boa Vista (RR), Brejo de Areia (MA), Caucaia (CE), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Goiânia (GO) e Trindade (GO).

As investigações revelaram que o grupo negociou fraudulentamente cinco terrenos de luxo na capital catarinense. Para usurpar o patrimônio das vítimas, a associação utilizava duas frentes principais: invasão digital e fraude societária, como o uso indevido de assinaturas digitais do portal Gov.br para incluir proprietários em empresas fictícias no Ceará, integralizando terrenos ao capital social e vendendo-os; e falsificação de documentos, com procurações falsas de cartórios cearenses para lavrar escrituras sem conhecimento das vítimas.

“O grupo atuava de forma estruturada, utilizando invasões digitais com uso indevido de assinaturas eletrônicas e falsificação de documentos para transferir e vender imóveis sem o conhecimento dos proprietários. A ação cumpre mandados em diversos estados, evidenciando o caráter interestadual do esquema, que também envolvia lavagem de dinheiro por meio da pulverização de valores em contas de terceiros. As investigações seguem em andamento para identificação de outros envolvidos e recuperação de ativos”, explica o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

O prejuízo às vítimas e ao mercado imobiliário é significativo, com imóveis ofertados abaixo do preço de mercado para acelerar a venda e dificultar a recuperação. Após as transações, o dinheiro era pulverizado em contas bancárias, pagando comissões a corretores e transferindo valores para articuladores no Ceará.

A operação busca colher novos elementos de prova para identificar outros envolvidos e recuperar ativos. Os investigados responderão por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem somar até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça a importância da integração com polícias civis de outros estados no combate a grupos criminosos interestaduais e delitos cibernéticos que afetam o patrimônio dos cidadãos.

*Com informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública

T CSM

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