Doação de leite humano beneficia mais de 4 mil bebês no DF em 2026

A história de Graciele da Silva ilustra o impacto da doação de leite humano no Distrito Federal. Há 14 anos, ela dividia seu leite entre a filha e o sobrinho. Hoje, aos 41 anos e moradora do Recanto das Emas, Graciele depende dessa rede para a recuperação de sua filha mais nova, Maitê, nascida prematura no dia 28 de março de 2026.

Maitê teve convulsões e ficou intubada por dez dias. Atualmente, está internada no Hospital Regional de Taguatinga, alimentando-se por sonda no nariz. “A Maitê é meu milagre”, afirma a vendedora.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), entre janeiro e março de 2026, 4.089 recém-nascidos foram beneficiados com leite humano, um número ligeiramente superior aos 4.028 do mesmo período em 2025. No entanto, a coleta ainda está abaixo do ideal. A meta mensal é de 2 mil litros, mas em março foram coletados apenas 1.700 litros, influenciada por uma queda nas doações desde novembro, principalmente devido às férias.

A rede de leite humano no DF conta com 14 bancos de leite e sete postos de coleta. Os bancos realizam apoio à amamentação, recebimento, controle de qualidade, pasteurização e distribuição. Os postos oferecem orientação e recolhem o leite para encaminhamento.

No primeiro trimestre de 2026, foram realizados 44.309 atendimentos individuais em amamentação, contra 50.546 em 2025. Apesar da redução nos atendimentos, a coleta de leite cresceu para 4.675,2 litros, ante 4.365,9 litros no ano anterior.

“O leite humano é considerado padrão ouro na alimentação infantil até a primeira infância, preconizado pelo Ministério da Saúde. Após seis meses, deve-se introduzir a alimentação complementar, mas a amamentação continua até pelo menos os dois anos”, explica Graça Cruz, coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno da SES-DF.

A prioridade é para recém-nascidos prematuros de baixo peso e bebês doentes. Mães saudáveis com leite excedente podem doar pelo programa Amamenta Brasília, cadastrando-se pela internet ou pelo telefone 160, opção 4. Elas são encaminhadas ao banco de leite mais próximo para orientações sobre higiene, coleta e armazenamento.

Graciele resume a importância: “Se não fosse o banco de leite, eu não sei o que seria da minha Maitê. O leite está ajudando na melhora dela, ela está saudável, ganhando peso e em breve vai sair do hospital”.

T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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