A grande fraude da Copa do Mundo: como os preços recordes do futebol expõem o maior problema da Fifa

Gianni Infantino já saudou 2026 como a melhor Copa do Mundo de todos os tempos. Não é surpreendente; A Fifa sempre faz isso, independentemente da realidade, mas há um elemento que não deixa dúvidas. Será o mais caro. De longe. Os custos estimados para os torcedores que acompanham seu time até a final variam de US$ 10.000 a US$ 35.000. Isso inclui passagens, trens, tudo.

Para o quinto episódio da Copa Independente, vamos nos aprofundar em como chegou a isso. Como essas decisões foram tomadas? Quais são as justificativas e o que tudo isso significa para o futebol, tanto agora como no futuro? As consequências potenciais são vastas, porque embora esta seja, até certo ponto, uma simples história fraudulenta, é também muito mais. Os preços chocantes dos ingressos têm sido a história principal que resume, mas também levanta outras questões sobre o papel da Fifa.

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O órgão dirigente global é – teoricamente – o guardião final do jogo, mas quanta preocupação tem demonstrado pela base de apoio mais ampla do futebol e pelos adeptos que o mantêm? Embora os preços dos bilhetes de trem possam não ter seus preços definidos diretamente pela Fifa, eles são uma consequência de acordos desequilibrados que a Fifa fez com as cidades-sede.

Precisa ser assim? O redator-chefe de esportes, Lawrence Ostlere, recebe o redator-chefe de futebol Miguel Delaney e o redator esportivo sênior Kieran Jackson para discutir. Exploram como se chegou a este ponto e discutem como toda a controvérsia toca num tema agora fundamental para o futebol moderno: que existe uma tensão ideológica entre o modelo europeu e o do Reino Unido, que vê o desporto como um bem cultural a ser protegido, e o consumismo dos EUA, que o considera mais uma mercadoria de entretenimento.

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, entrega o troféu da Copa do Mundo a Donald Trump em 22 de agosto de 2025 (Foto de ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP) (AFP/Getty)

Discutimos por que a Fifa caiu tão duramente em um lado e quais poderiam ser as possíveis consequências de a liderança do jogo introduzir preços de ingressos que muitos proprietários de clubes desejavam há muito tempo. A proximidade do presidente da FIFA, Gianni Infantino, com essas figuras e, notavelmente, com o presidente dos EUA, Donald Trump, faz parte disso?

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O episódio também traz uma entrevista com Thomas Concannon, da Football Supporters Association, para discutir especificamente o que isso significa para os fãs.

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T CSM
Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
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