Escola no Recanto das Emas reduz evasão com ensino noturno flexível

Escola no Recanto das Emas reduz evasão com ensino noturno flexível
Escola no Recanto das Emas reduz evasão com ensino noturno flexível | Imagem: Divulgação

O Centro de Ensino Médio 804 (CEM 804), no Recanto das Emas, está reduzindo a evasão escolar ao investir em um modelo de ensino noturno flexível. A iniciativa visa atender jovens que precisam conciliar os estudos com o trabalho, tornando a escola mais acessível e garantindo a conclusão do ensino médio.

Inovação e adaptabilidade no ensino noturno flexível

A escola foi reconhecida pelo Ministério da Educação dentro do Programa Ensino Médio Mais, que oferece apoio a unidades com ensino noturno para fortalecer a permanência de estudantes do 1º ao 3º ano que trabalham durante o dia.

A unidade reorganizou o currículo e investiu em estratégias que dialogam com a rotina dos alunos, resultando em um aumento na procura pelo ensino noturno. A adequação segue a Política Nacional de Ensino Médio, que prevê carga horária ampliada e a combinação de atividades presenciais com recursos tecnológicos. Para isso, a escola criou um Núcleo de Inovação, com aulas gravadas e suporte pedagógico para o estudo fora da sala de aula.

Diálogo e foco no mundo do trabalho

Segundo o chefe da Gerência de Desenvolvimento Curricular e Gestão Pedagógica do Ensino Médio, Tiago Luz, a mudança passa pela escuta dos estudantes. “O CEM 804 realiza um trabalho de proximidade. Ao estabelecer esse vínculo, a escola percebeu, nos últimos anos, um aumento expressivo no número de estudantes interessados no ensino médio noturno”, afirma.

Ele ressalta que manter o aluno na escola após um dia de trabalho exige mais do que conteúdo. “O ensino médio noturno é um desafio histórico no Brasil. Estratégias de retenção precisam partir do diálogo. É necessário trazer discussões pertinentes a esse público, com foco no mundo do trabalho, para que eles percebam que a qualificação é o caminho para almejar melhores oportunidades”, diz.

Educação para o protagonismo e formação humana

O estudante Daniel Ribeiro conta que a flexibilidade foi crucial para continuar estudando. “Mudei para o noturno na metade do primeiro ano porque não conseguia conciliar o trabalho com o horário regular. Foi uma escolha pela minha autonomia e liberdade financeira, e a escola me permitiu isso”, relata.

O projeto também aposta na formação humana, com diálogo constante entre professores e alunos. “O projeto é rico por vincular as disciplinas à realidade dos estudantes, mas também por fomentar o processo de formação cidadã”, afirma o professor de artes Thiago André de Lacerda.

*Com informações da Secretaria de Educação

T LB
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