Professor é acusado de racismo por aluna do Paranoá

Por Guilherme Abarno

Uma denúncia de discriminação envolvendo um professor do Centro Educacional do Ensino Médio 01, no Paranoá, foi registrada após uma estudante de 16 anos relatar ter sido alvo de comentários racistas em sala de aula. O caso foi formalizado na 6ª Delegacia de Polícia, no dia 29 de abril, e também chegou à Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Em entrevista ao Jornal de Brasília, a mãe da adolescente afirmou que o professor teria se referido à filha como “favelada” e dito que a encontraria “na favela” no futuro. Após o episódio, a família procurou a direção da escola e registrou boletim de ocorrência.

“Minha filha sofreu racismo no dia 28 de abril, dentro da sala de aula. Ela relatou que o professor foi compreensivo com uma colega branca que estava com as tarefas incompletas, mas, ao avaliar o caderno dela, disse que era ‘preguiçosa’, que ‘não teria futuro’ e a chamou de ‘favelada’. Ele também afirmou que ganhava R$ 10 mil e que minha filha nunca chegaria aos pés dele”, disse Sandra Regina, mãe da estudante.

No dia seguinte, segundo a aluna, a situação se agravou. Ela afirma que o professor disse não querer sua presença em sala de aula e a retirou do local. Diante disso, procurou a direção da escola para formalizar a denúncia e relatou o ocorrido aos pais.

Em nota conjunta, o Centro Educacional do Ensino Médio 01 e a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF) informaram que a gestão tomou conhecimento do caso a partir de relatos de estudantes e do registro formal da ocorrência. A aluna e seus responsáveis foram acolhidos pela equipe gestora da escola.

A Secretaria acrescentou que o professor foi ouvido e apresentou sua versão dos fatos. O docente negou a intenção discriminatória e afirmou que sua fala teve como objetivo reforçar a importância do comprometimento com os estudos como forma de superação de dificuldades sociais.

O caso foi registrado em ata e encaminhado às instâncias competentes para apuração, conforme os procedimentos administrativos. A ocorrência também será analisada pela Corregedoria, responsável pela investigação e eventual responsabilização. O professor está afastado das atividades por motivos de saúde. 

Em paralelo às apurações, a unidade também foi citada em um caso que circula nas redes sociais, envolvendo uma estudante que afirma ter sido alvo de assédio por um professor no trajeto até a escola, em 2024. Segundo o relato, à época, a aluna procurou a direção, mas não teriam sido adotadas providências.

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