Por André Pinheiro e Lucas Soares
Agência de Notícias CEUB
A sequência invicta do Gama não tem impactado apenas o desempenho dentro de campo. Fora das quatro linhas, comerciantes e trabalhadores informais que atuam no entorno do Estádio Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão), vêm registrando aumento no movimento e na renda, impulsionados pela maior presença de torcedores nos jogos.
Busca pelo uniforme alviverde
Com uniformes expostos na entrada do Estádio Walmir Campelo Bezerra (Bezerrão) Antônio Monteiro da Silva, de 63 anos, acompanha de perto o impacto da boa fase do Gama fora das quatro linhas. Há quatro décadas trabalhando em dias de jogo, o vendedor de uniformes do clube resume o momento vivido no entorno do estádio. “Aumentou bastante, aumentou muito. No início, vendeu demais, porque muita gente ainda não tinha o uniforme do Gama.”
Segundo o comerciante, o crescimento nas vendas chega a cerca de 80% em comparação com períodos anteriores, quando o clube não vivia um momento tão positivo. “O material do Gama saiu muito, foi ouro para venda”, destaca. A procura, impulsionada pela sequência invicta e pelo aumento do público nas arquibancadas, transformou os dias de jogo em oportunidades ainda mais lucrativas.
Apesar do forte crescimento inicial, Antônio explica que o cenário começa a se estabilizar, já que grande parte dos torcedores já adquiriu seus uniformes. Ainda assim, ele enxerga novas possibilidades para manter o ritmo de vendas.
“Agora vai ficando mais escasso porque quase todo mundo já tem o uniforme. Mas a gente está focando nas crianças porque os pequenos também têm que torcer pro Gama”, completa.
Ele aposta na renovação da torcida como caminho para sustentar o negócio.
Vendas em alta para todos
O vendedor de bandeiras do Gama, Licínio Penha, relatou que tem uma pequena confecção onde produz bandeiras para todos os times. Nascido e criado na cidade do clube Alviverde, o trabalhador relatou como essa ótima fase da equipe auxilia ele.
“Aproveitando essa boa fase do Gama, já vim aqui pra frente do estádio para conseguir vender mais. Sempre tive esse costume de vim pra cá vender, mas esse ano está muito melhor pela boa fase da equipe”, disse ele.
O vendedor falou que essa melhoria não é apenas em seus produtos, mas sim para todo mundo ao redor do estádio. Ele relatou que observa um progresso econômico para todos, como os vendedores ou o próprio shopping ao lado do Bezerrão. “Todos estão melhorando, o pessoal do shopping por exemplo a economia deles tá melhorando sem dúvidas, vem pessoas de todo lugar do Distrito Federal, quem gosta de futebol está indo ver o Gama”, destaca Licínio Penha.
Evolução gastronômica
Há três anos atuando nos arredores do Bezerrão, Vinicius de Lima Santos, dono do quiosque Pão com Costela, afirma que o aumento no movimento é evidente, especialmente em dias de jogo.
“Aumentou bastante o movimento, principalmente nos dias de jogo. Hoje, a gente chega a dobrar a estimativa de vendas”, relata.
Segundo ele, o impacto é ainda mais perceptível durante a semana, quando o fluxo de clientes “praticamente dobrou”, cenário que antes não era comum fora dos fins de semana.
O comerciante destaca ainda que a fidelidade da torcida sempre garantiu boas vendas, independentemente do momento da equipe, mas a fase atual potencializou os resultados.
“A torcida do Gama é muito fiel. Independente da fase, sempre que tem jogo a gente vende bem”, afirma.
Ele ressalta que o bom momento também atraiu novos clientes: “A boa fase trouxe muita gente que não vinha antes. Essas pessoas conheceram o nosso trabalho e acabam voltando, virando clientes fiéis.