A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta sexta-feira (15), em votação unânime, manter a interdição dos produtos de limpeza da marca Ypê. Os integrantes da Diretoria Colegiada do órgão consideraram “insuficientes” as medidas tomadas pela empresa após uma suposta contaminação microbiológica em lotes de detergentes de louça.
De acordo com a decisão, volta a valer decisão do último dia 5, que decidiu o recolhimento e suspensão de todos os lotes dos produtos, incluindo lava-louças, sabões líquidos e desinfetantes do lote com final 1.
O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, citou um “histórico recorrente” de contaminações em produtos da Ypê e disse que as medidas tomadas após a suspensão dos produtos não teriam sido “satisfatórias”.
A suspensão da produção e venda de produtos da marca Ypê ocorreu após duas denúncias feitas pela rival Unilever entre outubro de 2025 e março de 2026 à Anvisa e à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon). As acusações apontaram suposta contaminação microbiológica em detergentes e lava-roupas da Química Amparo, que negou a situação.
Segundo documentos obtidos pela Folha de S. Paulo e divulgados nesta quinta-feira (14), testes contratados pela Unilever identificaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa em produtos da concorrente. A multinacional afirmou que o caso representava “iminente risco à saúde e segurança dos consumidores” e indicava “falha das boas práticas de fabricação”.
A Gazeta do Povo procurou a Unilever e a Química Amparo para se pronunciarem sobre a denúncia e aguarda retorno.