O ataque dos Estados Unidos ao Pix é visto por autoridades brasileiras como um recado para os países que estudam seguir o caminho do Brasil e implementar um sistema de pagamentos instantâneos gratuito.
Em documento divulgado na madrugada desta terça-feira (2) pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), o governo de Donald Trump acusou o Banco Central do Brasil de favorecer o Pix de forma injusta e discriminatória em relação a outros meios de pagamento.
Na América Latina, a Colômbia tem o processo mais avançado, com o lançamento em outubro de 2025 do Bre-B um sistema de pagamentos instantâneos via QR code inspirado no Pix. Mas Peru, Chile e México também buscam entender o sucesso do modelo brasileiro.
Na avaliação de um interlocutor ouvido pela Folha, sob condição de anonimato, o relatório dos EUA reflete a pressão do lobby de empresas americanas de cartão de crédito e de stablecoins, criptomoedas que acompanham o valor de um ativo de referência (em geral o dólar), contra gratuidade do Pix.