A Polícia Militar de São Paulo publicou o despacho que oficializa a transferência para a reserva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso acusado pelo feminicídio da soldado Gisele Alves Santana e por fraude processual. Na estrutura militar, a medida equivale à aposentadoria.
Ele está preso preventivamente desde 18 de março. Embora a decisão já tivesse sido anunciada em uma portaria, o ato que a oficializou foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo nesta terça-feira (9), com assinatura do diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli Júnior.
Em nota, a Polícia Militar informou que a transferência do oficial para a reserva ocorreu em conformidade com a legislação vigente e não impede eventual responsabilização penal ou disciplinar. Segundo a corporação, o vínculo financeiro do tenente-coronel passa a ser com a São Paulo Previdência (SPPrev), e uma eventual perda do posto e da patente, assim como da remuneração, só pode ocorrer após decisão definitiva do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo.
A PM também afirmou que a Corregedoria concluiu o Inquérito Policial Militar (IPM) e encaminhou o procedimento à Justiça. A Polícia Civil igualmente concluiu o inquérito policial, remetido ao Poder Judiciário. Além disso, foi instaurado Conselho de Justificação, publicado no Diário Oficial em 31 de março de 2026, que segue em fase de instrução e tramita de forma independente do processo criminal.
Gisele era casada com o tenente-coronel e foi encontrada morta, com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que o casal morava, na capital paulista. O oficial chamou socorro e informou o caso às autoridades como suicídio, mas o registro foi alterado para morte suspeita. Laudos do Instituto Médico Legal (IML) confirmaram marcas de agressão incompatíveis com suicídio, e a família contesta a versão desde o registro da ocorrência.
Com informações da Agência Brasil