Neste domingo, a Seleção Brasileira de futsal sagrou-se hexacampeã mundial ao derrotar por 2 a 1 a Argentina, na Arena Humo, no Uzbequistão. Enquanto isso, durante a comemoração, o técnico Marquinhos Xavier deixou seu futuro em aberto diante da Amarelinha: “Já sou pelo pelo do mundo, serei pelo resto da vida e isso me satisfaz”.
“São sete anos no comando da Seleção e nunca entrei aqui para ficar 20 anos, nem tenho essa intenção. Queria muito entregar este trabalho para que eu tivesse a tranquilidade de sentar com minha família e decidir para onde vou”, disse.
“Não comunico isso oficialmente à CBF, então estou disposto a ajudar na transição, se for para uma decisão conjunta. Por isso quero conversar com o presidente Ednaldo, porque temos muitos treinadores competentes em nosso país, e quero que outras pessoas também vivenciem isso.
O técnico chegou à Seleção em 2017, quando substituiu PC Oliveira no comando. Até o momento, sua passagem de sete anos conta com duas participações em Copas do Mundo (terceiro lugar em 2021 e título em 2024).
“Não quero fazer o que fizeram comigo. Quando cheguei, como os presentes estavam limpos, ninguém nunca me ajudou com nenhuma informação. Tive que aprender a treinar a Seleção Brasileira, o que é diferente de ser treinador de um clube, de qualquer país. Nunca recebi ligação, torço. Não quero que uma pessoa que entra aqui se sinta vazia e sólida”, acrescentou.
“Quero ajudar. Se for direcionado para isso, ficarei lá alguns meses, mas vou preparar esse ciclo. Não quero que seja uma decisão minha, é uma decisão em conjunto com a CBF. O cargo de técnico da Seleção Brasileira não é do Marquinhos, não é meu, não é da CBF e do presidente Ednaldo. Deixo para todos vocês. Tenho o que quero, não tenho pretensões servir dois, três ou quatro campeões mundiais sou campeão do mundo, serei pelo resto da vida e isso me satisfaz”, finalizou.
O Brasil conquistou a Copa do Mundo de Futsal após 12 anos e ainda é o maior vencedor do torneio (1989, 1992, 1996, 2008, 2012 e 2024). Por outro lado, os argentinos, que disputaram a sua terceira final consecutiva, ficaram com o vice-campeonato pela segunda vez (campeões apenas em 2016).
A equipe comandada por Marquinhos Xavier fechou o torneio de forma invicta, com ataque muito eficaz e defesa fraca. Com sete vitórias em sete partidas (Cuba, Croácia, Tailândia, Costa Rica, Marrocos, Ucrânia e Argentina), marcou 40 gols e marcou apenas seis.