07/01/2026

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o setor varejista deverá apresentar um crescimento de 1,8% neste ano e de 1,5% em 2024.

Números foram ajudados pela consolidação do recuo na inflação, mudanças na condução da política monetária, recuo na taxa de câmbio e sinais positivos do mercado de trabalho - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Ao longo deste ano, o aumento nas vendas de produtos classificados como essenciais desempenhou um papel crucial no incremento do volume do setor.

As projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) indicam que o varejo brasileiro continuará registrando crescimento. A entidade estima um aumento de 1,8% para este ano e um avanço de 1,5% para o próximo ano. Anteriormente, a projeção era de um aumento de 2%, mas a confederação revisou suas expectativas devido ao fraco desempenho em outubro, que apresentou uma queda de 0,3% nas vendas, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), também divulgada nesta quinta-feira (14/12).

Mesmo diante da perspectiva de um crescimento mais moderado, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, expressa otimismo em relação ao avanço econômico do país. Isso se deve à consolidação da redução na inflação, mudanças na condução da política monetária, queda na taxa de câmbio e sinais positivos no mercado de trabalho. Tadros comenta que, à medida que as condições de consumo da população melhoram devido à redução das taxas de juros e ao controle da inflação, os comerciantes têm boas expectativas para o fechamento do ano. Além disso, a CNC projeta um aumento de 5,6% nas compras de Natal deste ano em relação a 2022.

O crescimento das vendas de produtos considerados essenciais desempenhou um papel crucial no aumento do volume do setor ao longo deste ano. Os combustíveis e lubrificantes registraram um aumento de 4,9%, enquanto farmácias, drogarias e perfumarias cresceram 4,3%, e hiper e supermercados, 3,8%. Como resultado, as vendas no varejo acumulam um crescimento de 1,6% neste ano.

O economista Fábio Bentes, responsável pela pesquisa, destaca que o desempenho positivo deste ano sinaliza uma leve recuperação em relação ao início da pandemia de covid-19 em 2020. Na comparação com esse período, as vendas aumentaram 3,9%. No entanto, ele ressalta que persistem alguns desafios, como a dificuldade de reação do setor devido ao mercado de crédito restritivo.

Tribuna Livre, com informações da CNC

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