Acusada de matar sogro e a mãe dele envenenados em Goiânia passa por audiência nesta quinta-feira

Acusada de matar sogro e a mãe dele envenenados em Goiânia passa por audiência nesta quinta-feira
Acusada de matar sogro e a mãe dele envenenados em – Reprodução

INSTRUÇÃO E JULGAMENTO

Sessão, contudo, vai tratar dos crimes de falsa identidade, falsidade ideológica, calúnia, ameaça, perseguição e extorsão

Acusada de matar sogro e a mãe dele envenenados em Goiânia passa por audiência nesta quinta-feira (Foto: Reprodução – TV Anhanguera)

A advogada Amanda Partata, acusada de matar o ex-sogro e a mãe dele envenenados, em Goiânia, em 2023, passa por audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira (5). A sessão, contudo, vai tratar dos crimes de falsa identidade, falsidade ideológica, calúnia, ameaça, perseguição e extorsão.

Os crimes foram cometidos contra o ex-namorado, Leonardo Pereira Alves Filho, filho e neto das vítimas. As condutas são anteriores e diversos do homicídio. Consta na denúncia que eles romperam em 30 de julho de 2023, mas Amanda fazia contatos insistentes ao ex, tendo ele bloqueado mais de 100 números de telefones, além de trocar de aparelho duas vezes.

Ela chegou a alegar uma falsa gravidez, conforme o Ministério Público de Goiás (MPGO) e também teria feito ameaças de divulgar o exame, chegando a dizer que faria falsa denúncia de assédio contra a vítima. Inclusive, registrou linhas telefônicas em nome de terceiros para assediar Leonardo.

O Mais Goiás tenta contato com o advogado de Partata. Caso haja retorno, essa matéria será atualizada.

A Defensoria Pública de Goiás (DPE-GO) está habilitada no processo. Ao portal, o órgão informou que “não representa a acusada, uma vez que consta nos autos advogado constituído. Desse modo, a DPE-GO requereu sua desabilitação no processo”.

Caso Partata

O caso de Partata repercutiu nacionalmente em 2023. A advogada teria colocado veneno em bolos de pote que levou para a casa das vítimas – Leonardo Pereira Alves, de 56 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86 anos, respectivamente pai e avó de seu ex-namorado – durante uma visita, na manhã de domingo, 17 de dezembro.

Segundo as investigações, ela também tentou envenenar o tio e o avô do ex-companheiro, mas os dois não consumiram o doce. O laudo pericial destacou que Amanda Partata demonstrou premeditação e organização ao cometer os crimes.

Ainda conforme as investigações, Amanda pesquisou previamente na internet sobre venenos que seriam indetectáveis após a morte, e, com base nas pesquisas, adquiriu 100 ml de uma substância altamente tóxica e fatal. Câmeras de segurança captaram o momento em que a advogada recebeu uma encomenda do laboratório que teria fornecido o veneno.

Além disso, a apuração da Polícia revelou que Amanda teria sido movida pelo sentimento de rejeição após o término de um curto relacionamento com o filho de Leonardo. Durante o namoro, que durou pouco mais de um mês, ela chegou a fingir uma gravidez para se aproximar e ganhar a confiança da família. Porém, ao se sentir desprezada pelo ex-namorado, Amanda teria decidido causar dor e sofrimento tirando a vida de pessoas que ele amava.

Em depoimento, familiares das vítimas relataram que Amanda apresentou um comportamento dissimulado. Apesar de alguns parentes recusarem os bolos, Leonardo e Luzia os consumiram e passaram mal logo em seguida. Ambos morreram horas depois devido à ingestão da substância tóxica.

Amanda Partata responde pelas seguintes acusações:

  • Homicídio consumado triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de veneno e dissimulação) contra Leonardo Pereira Alves.
  • Homicídio consumado triplamente qualificado, com agravante pela idade da vítima, contra Luzia Tereza Alves.
  • Homicídio tentado duplamente qualificado (motivo torpe e emprego de veneno) contra o tio do ex-namorado.
  • Homicídio tentado duplamente qualificado, com agravante pela idade da vítima, contra o avô do ex-namorado.

T CSM

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