Aliada de Trump, Costa Rica expulsa diplomatas cubanos

O presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, anunciou o rompimento das relações diplomáticas com Cuba em meio à pressão dos EUA sobre a ilha. Com isso, foi ordenado o fechamento de sua embaixada em Havana e a expulsão dos diplomatas cubanos.

O governo costarriquenho, aliado do presidente Donald Trump, justificou a decisão expressando que há uma profunda preocupação com a deterioração dos direitos humanos no país caribenho, além do aumento dos atos de repressão contra os cidadãos.

Chaves declarou em entrevista coletiva que sua administração não reconhece a legitimidade do regime comunista em Cuba, tendo em vista os maus-tratos, a repressão e as condições indignas sofridas na ilha.

“Não reconhecemos a legitimidade desse governo. Não teremos um consulado lá; atenderemos a população a partir do Panamá. Chega! Desde 1959, o regime parasita usa outros países para sustentar seu povo. Devemos reconhecer que o modelo comunista fracassou em Cuba, assim como em todos os lugares onde foi implementado. Somente a liberdade humana pode nos levar ao progresso”, declarou.

O presidente deu aos diplomatas cubanos o prazo de um mês para deixarem o país.

Em resposta, o regime de Miguel Diáz-Canel disse que a decisão foi tomada “sob pressão dos EUA” e de forma arbitrária.

Nesta semana, Trump afirmou que “muito em breve” poderá haver um acordo com Cuba e que a atenção de seu governo se concentrará na ilha assim que terminar o conflito com o Irã.

As declarações foram dadas em um momento de máxima tensão depois que Washington estabeleceu um bloqueio petrolífero sobre Cuba em janeiro e cortou o fornecimento de petróleo venezuelano.

T CSM

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