Anvisa interdita clínica clandestina de cirurgia plástica em Porto Alegre

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com apoio da Vigilância Sanitária de Porto Alegre, interditou uma clínica de cirurgia plástica clandestina na capital gaúcha.

No local, as equipes encontraram produtos sem qualquer identificação, incluindo um galão grande contendo líquido semelhante a silicone. Foram identificados também produtos falsificados para preenchimento cutâneo, como frascos de 300 ml rotulados com os dizeres “LINNEA SAFE Body Hidrogel, com registro Anvisa n. 80256510006, lote 2007H – Validade: 12/2022”.

Após verificação, constatou-se que a referida licença pertence ao produto Linnea Safe, regularmente registrado na Anvisa e composto por polimetilmetacrilato (PMMA), indicado para procedimentos de preenchimento com finalidade reparadora. No entanto, a empresa não fabrica embalagens de 300 mL, prevendo a licença sanitária apenas a venda em seringas pré-preenchidas de 1 mL, 3 mL ou 5 mL.

Adicionalmente, foram localizadas cânulas, próteses de silicone e aparelho de sucção, sem evidências de esterilização ou higienização prévia ao uso. Observou-se ainda lixo biológico no consultório, sem o adequado descarte.

A vigilância local recolheu amostra do produto identificado como Linnea Safe para análise. Por conta dos indícios de atividade criminosa, a polícia também foi acionada. A clínica não possui licença sanitária ou alvará emitido pela Vigilância Sanitária municipal, o que caracteriza o local como clandestino.

T CSM

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