A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou, nesta segunda-feira (6/4), um conjunto de ações para ampliar o controle sobre medicamentos injetáveis à base de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A decisão envolve o aumento da fiscalização e a revisão das normas de importação desses produtos.
Segundo a agência, o alerta foi motivado pelo volume elevado de insumos importados. Apenas no segundo semestre de 2025, mais de 100 quilos dessas substâncias entraram no país — quantidade que, de acordo com a Anvisa, permitiria a produção de cerca de 20 milhões de doses, número considerado incompatível com a demanda do mercado brasileiro.
Entre janeiro e março de 2026, operações conduzidas pelo órgão inspecionaram 11 estabelecimentos, incluindo farmácias de manipulação e empresas importadoras. Como resultado, oito locais foram interditados por irregularidades técnicas e falhas nos processos de controle de qualidade.
Os problemas identificados envolvem desde ausência de rastreabilidade dos insumos até falhas em etapas críticas, como esterilização e padronização da produção. A agência também apontou risco no uso de substâncias sem identificação clara de origem e composição, o que pode comprometer a segurança dos pacientes.
A medida busca conter práticas irregulares e garantir que a manipulação e o uso desses medicamentos sigam critérios sanitários rigorosos, diante do crescimento da procura por tratamentos voltados à perda de peso.