Aparecida alia comunicação estratégica a ações para combater crise fiscal

O PREFEITO LEANDRO VILELA E O SECRETÁRIO DE COMUNICAÇÃO DE APARECIDA DE GOIÂNIA, OZEIAS LAURENTINO. (FOTO: JHONNEY MACENA)

Dívidas estão entre desafios da atual gestão 

Com um déficit de mais de R$ 425 milhões, a Prefeitura de Aparecida enfrenta o desafio de reestruturar suas finanças e estabelecer uma comunicação eficaz com a população. Desde o início de seu mandato, o prefeito Leandro Vilela (MDB) tem intensificado mutirões, audiências públicas e o uso das redes sociais para divulgar ações e tentar reconquistar a confiança dos cidadãos. Contudo, especialistas destacam que o esforço comunicacional precisa ser acompanhado de resultados palpáveis para evitar frustrações.

“A comunicação é uma ferramenta poderosa, mas, sozinha, não resolve. É preciso entregar resultados à população, especialmente em um contexto de alta pressão e demandas constantes”, avalia o cientista político Ricardo Ferreira.

Contas públicas

A atual gestão aponta que o ex-prefeito Vilmar Mariano deixou uma dívida de R$ 425 milhões, incluindo R$ 58 milhões referentes a salários atrasados de dezembro. De acordo com a administração atual, entre as prioridades do governo anterior esteve o pagamento de R$ 135 milhões a fornecedores no último mês de mandato.

“Um dos desafios iniciais foi colocar a casa em ordem. O ex-prefeito deixou uma série de pendências, incluindo o pagamento de salários atrasados. Para resolver essa situação, tivemos uma comunicação transparente com os servidores, que entenderam a necessidade da proposta de parcelamento do pagamento”, explica o secretário de Comunicação de Aparecida de Goiânia, Ozeias Laurentino, referindo-se ao acordo realizado com os servidores para pagar o salário de dezembro em parcelas.

A folha de pagamento do funcionalismo municipal foi parcelada em três vezes, após acordo ser firmado entre a prefeitura e os representantes dos servidores. Conforme a proposta aceita pela categoria, a primeira parcela deve ser quitada no dia 21 de janeiro e as demais nos meses subsequentes (21/02 e 21/03).

Para enfrentar a situação fiscal, a Prefeitura formalizou uma consulta ao Tribunal de Contas dos Municípios e anunciou medidas emergenciais, como mutirões de limpeza urbana e obras de recuperação viária.

“A transparência com a população é fundamental. Explicamos a real situação financeira e buscamos o diálogo para que todos compreendessem que as soluções seriam tomadas de forma gradual e responsável”, completa o secretário.

Frentes de trabalho e comunicação estratégica

A administração de Leandro Vilela tem apostado na ampliação dos canais de diálogo com a população. Redes sociais têm sido utilizadas para divulgar intervenções em infraestrutura e ações em áreas críticas. Um exemplo de ação e comunicação emergencial foi na interdição da ponte na Avenida Toledo, que liga o Parque Real à BR-153, uma obra monitorada pela Defesa Civil.

“O que a imprensa e o jornalismo profissional continuam sendo essenciais para as informações chegarem à população, para a população ter ciência quando ele vai, por exemplo, num posto de saúde e não tem um atendimento. O motivo é porque nem a internet foi paga pelagestão anterior pagou”, afirmou o secretário.

Apesar dos esforços, especialistas destacam que a comunicação, isoladamente, não é suficiente para superar uma crise desse porte. “A clareza na comunicação ajuda a engajar os cidadãos e minimizar desconfianças, mas as ações precisam ter impacto direto no dia a dia das pessoas”, explica Ana Costa, professora de administração pública.

O cientista político Eduardo Santos ressalta que, em cenários de crise, a população espera respostas rápidas e efetivas. “A comunicação é apenas o primeiro passo; sem ações concretas, ela perde credibilidade e pode gerar frustração”, avalia.

“Além de colocar a casa em ordem e resolver as questões urgentes, a gestão do (Leandro)Vilela já começou a resgatar os compromissos estabelecidos durante a campanha, como a limpeza da cidade. A cidade enfrentava problemas graves com o acúmulo de resíduos, especialmente com o descarte inadequado de móveis usados e outros materiais”, finalizou Ozeias Laurentino.

Tribuna Livre, com informações da prefeitura de Aparecida de Goiânia

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