Declaração foi dada após Trump demonstrar interesse em intervir nas manifestações populares no país
Em um pronunciamento contra as ameaças americanas sobre o Oriente Médio, o presidente do parlamento do Irã, Mohammad Baqer, afirmou que o país não recuará diante das pressões dos Estados Unidos.
Segundo Baqer, qualquer ação ofensiva coordenada por Washington em território iraniano encontrará uma contraofensiva de “proporções sem precedentes”.
A declaração foi dada após o presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrar interesse em intervir nas manifestações populares contra o governo no Irã.
Durante seu discurso, o líder iraniano enfatizou que o arsenal do país não é apenas defensivo, mas uma ferramenta de retaliação imediata. Ele destacou que a estratégia de Teerã mudou de uma “paciência estratégica” para uma política de “resposta ativa”.
“Não buscaremos a guerra, mas não fugiremos dela. Washington deve entender que o tempo das ameaças unilaterais acabou. Cada centímetro de agressão será respondido com um contra-ataque no coração dos interesses que nos ameaçam”, declarou o presidente do parlamento.
Ainda em seu discurso, Baqer disse que, caso os Estados Unidos iniciem um ataque militar, tanto os territórios ocupados quanto as bases militares e portuárias americanas serão “alvos legítimos” para o país.
Resposta a Washington
Neste sábado (10), Trump publicou, em uma rede social, que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar” diante dos protestos que deixaram dezenas de mortos no Irã.
“O Irã está olhando para a liberdade, talvez como nunca. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!”, escreveu Trump, na plataforma Truth Social.
Mais um catalisador do conflito foi o posicionamento israelense, que afirmou ter elevado seu nível de “alerta” após o Irã ameaçar atacar bases militares dos Estados Unidos e alvos israelenses caso Washington avance com uma intervenção no país persa.
A agressividade nas palavras de Qalibaf vem em meio a recentes movimentações e declarações vindas da Casa Branca, além de ataques realizados pelos EUA em meados de 2025, que visaram instalações estratégicas iranianas.
Na época, a administração Trump justificou a ação como uma medida preventiva, mas para Teerã, o ato foi uma declaração formal de guerra que ainda aguarda uma “reparação proporcional”.
Tribuna Livre, com informações da Agence France Presse









