Arquiteta morta em SP já havia sido esfaqueada 8 vezes pelo ex em 2023

A arquiteta Fernanda Silveira de Andrade, 29, morta a tiros pelo ex-namorado, havia sido esfaqueada oito vezes por ele, em março de 2023. O corpo dela foi encontrado no último sábado em São Paulo, três meses após seu desaparecimento, e ele foi preso.

Vítima já havia denunciado à Polícia Civil uma série de agressões e constantes ameaças. Fernanda registrou boletins de ocorrência e solicitou medidas protetivas contra Euhanan dos Santos Barbosa, 25.

O homem respondeu por tentativa de feminicídio contra Fernanda em março de 2023, quando a esfaqueou oito vezes. A vítima ficou internada por uma semana no Hospital Municipal de Parelheiros, na zona sul de São Paulo, e sobreviveu. Após o episódio, Fernanda conseguiu uma medida protetiva contra o ex, que fugiu.

Em junho de 2024, a mulher relatou à polícia ter sido alvo de ameaça, lesão corporal e violência doméstica. Na ocasião, ela contou que Euhanan a agrediu com socos e chutes. Ela alegava que não conseguia terminar o relacionamento justamente por sofrer ameaças constantes. A arquiteta também dizia temer pela vida de familiares.

Família da vítima diz que mesmo foragido, Euhanan continuava a ameaçar Fernanda. “Toda vez que ela queria terminar o relacionamento, ele ameaçava ela de morte”, disse a mãe de Fernanda, Neusa Andrade, em entrevista ao Cidade Alerta, da Record TV.

Mãe acredita que Euhanan monitorava Fernanda. Pouco antes de desaparecer no ano passado, a arquiteta, que morava com a família em Serra Negra, a cerca de 145 km da capital paulista, viajou com os parentes para o Guarujá, no litoral paulista. Após retornar das férias com a família, Fernanda se deslocou para a capital e não respondeu mais as mensagens ou ligações da mãe.

“A gente ficou sabendo que ele foi à praia e ficou vigiando a gente lá. Ele só tirou ela daqui porque ameaçou contra a vida da gente. É o que ele sempre fez. Aí ela falou ‘Mãe, eu preciso sair daqui e tenho que ir para São Paulo, porque aqui vocês estão correndo risco de vida’”, disse a mãe de Fernanda.

CORPO FOI ENCONTRADO APÓS TRÊS MESES

Fernanda ficou desaparecida por pouco mais de três meses. O corpo da arquiteta foi encontrado no bairro de Marsilac, no extremo sul da cidade de São Paulo, no último sábado. Ela estava desaparecida desde outubro do ano passado.

Euhanan confessou o crime e mostrou onde o corpo da jovem estava. Polícia localizou suspeito e o corpo após uma denúncia de que ele estava morando em uma casa no extremo sul da capital paulista. No local, foram apreendidos uma arma calibre .38 e munições. O homem indicou onde enterrou o corpo da vítima.

Ex-companheiro teria afirmado que a matou com dois tiros e que depois escondeu o corpo. Ele foi preso.

A reportagem não conseguiu localizar a defesa de Euhanan. O espaço segue aberto para manifestação.

EM CASO DE VIOLÊNCIA, DENUNCIE

Ao presenciar um episódio de agressão contra mulheres, ligue para 190 e denuncie.

Casos de violência doméstica são, na maior parte das vezes, cometidos por parceiros ou ex-companheiros das mulheres, mas a Lei Maria da Penha também pode ser aplicada em agressões cometidas por familiares.

Também é possível realizar denúncias pelo número 180 -Central de Atendimento à Mulher- e do Disque 100, que apura violações aos direitos humanos.

Vítimas de violência doméstica podem fazer a denúncia em até seis meses.

T CSM

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