Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro em US$ 4,342 bilhões

Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro em US$ 4,342 bilhões
Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro em US$ – Reprodução

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,342 bilhões em janeiro de 2026, o segundo maior para o mês desde o início da série histórica em 1989, beneficiado pela queda nas importações. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O resultado representa alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões de janeiro de 2025, ficando atrás apenas do registrado em janeiro de 2024, de US$ 6,196 bilhões.

As exportações somaram US$ 25,153 bilhões, com queda de 1% ante janeiro do ano anterior, sendo o terceiro melhor valor para o mês na série histórica. Já as importações totalizaram US$ 20,810 bilhões, com redução de 9,8% na mesma base de comparação, o segundo melhor janeiro da série, atrás apenas de 2025.

Por setores da economia, as exportações variaram da seguinte forma: agropecuária subiu 2,1%, apesar de queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio; indústria extrativa caiu 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e redução de 9,1% no preço médio; e indústria de transformação recuou 0,5%, com baixa de 0,6% no volume e 0,1% no preço médio.

Entre os principais produtos que puxaram a queda nas exportações, destacam-se: no agropecuário, café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%); na indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%); e na indústria de transformação, óxido de alumínio (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%). No agronegócio, houve crescimento de 91,7% nas exportações de soja, devido à antecipação de embarques, e de 18,8% no milho não moído. A queda nas exportações de petróleo bruto atingiu US$ 364,6 milhões, influenciada por manutenções programadas em plataformas.

Nas importações, a redução está ligada ao petróleo e à desaceleração econômica, com menor investimento. Os principais produtos com queda incluem: no agropecuário, cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%); na indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%); e na indústria de transformação, motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Para 2026, o Mdic projeta superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações de US$ 340 bilhões a US$ 380 bilhões e importações de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. As estimativas serão atualizadas trimestralmente, com novas projeções em abril. Em 2025, o superávit foi de US$ 68,3 bilhões, e o recorde é de 2023, com US$ 98,9 bilhões. As projeções do Mdic são mais otimistas que as do Boletim Focus, do Banco Central, que estima US$ 67,65 bilhões para o ano. As informações foram retiradas da Agência Brasil.

T CSM

Deixe um comentário

Fábio Andrade Contabilidade - Contador em Santa Maria DF
plugins premium WordPress