O Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), integra o consórcio internacional Mosaic, responsável pelo desenvolvimento de um espectrógrafo multi-objetos para o Extremely Large Telescope (ELT), o maior telescópio óptico do mundo, em construção no deserto do Atacama, no Chile.
Gerenciado pelo Observatório Europeu do Sul (ESO), o ELT terá um espelho de 39 metros de diâmetro e deve ser concluído na próxima década. O Brasil, por meio do LNA e do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP), participa da construção do núcleo central do espectrógrafo, conhecido como Instrument Core Subsystem (Icos). O pesquisador do LNA Bruno Castilho lidera a engenharia de sistemas do projeto.
A participação brasileira garante acesso de pesquisadores nacionais ao ELT e promove capacitação em tecnologias avançadas. O Mosaic permitirá observar mais de 200 alvos simultaneamente, facilitando estudos sobre a evolução de galáxias, formação de elementos químicos e distribuição da matéria cósmica desde os primórdios do Universo até os dias atuais.
A equipe nacional conta com 20 astrofísicos e 10 engenheiros e tecnologistas, liderada pela professora da USP Beatriz Barbuy. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), o projeto deve concluir a fase brasileira em 2032, com montagem final na França e operação prevista para 2038.
Bruno Castilho destaca que a iniciativa comprova a competência científica do Brasil, fomenta a capacitação de profissionais e abre mercados internacionais para a indústria nacional. O LNA, sediado em Itajubá (MG), é referência no desenvolvimento de instrumentação astronômica e opera observatórios como o Pico dos Dias.
Com informações do Governo Federal