Câmara aprova programa de emprego no turismo com Bolsa Família por 24 meses

Câmara aprova programa de emprego no turismo com Bolsa Família por 24 meses
Câmara aprova programa de emprego no turismo com Bolsa Família – Reprodução

A Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1599/25, que institui o Programa Emprega Turismo, voltado à contratação formal de trabalhadores em áreas como hotelaria, gastronomia e agências de viagens.

O texto aprovado é o substitutivo do relator, deputado Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), para a proposta original dos deputados Marx Beltrão (PP-AL) e outros três parlamentares. O projeto original previa prioridade nessas contratações para beneficiários do Bolsa Família, mas o relator removeu essa exigência para evitar injustiças no mercado de trabalho, como a preferência por um candidato em detrimento de outro com qualificações semelhantes.

Apesar da alteração, o programa mantém o pagamento do Bolsa Família para os contratados por até 24 meses, desde que atendidos certos requisitos. Após esse período, o benefício será cancelado, com garantia de retorno nos 12 meses seguintes caso a renda familiar per capita volte a ser inferior a R$ 218,00.

Os trabalhadores deverão receber o maior valor entre o salário mínimo nacional, o piso salarial estadual ou o piso da categoria profissional correspondente. O cálculo de verbas trabalhistas, como férias e 13º salário, considerará apenas o salário pago pela empresa, excluindo a parcela do Bolsa Família.

As empresas participantes terão redução de 50% na alíquota da contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento dos novos empregados por dois anos. O substitutivo também retirou a previsão de prioridade para os contratantes em empréstimos de bancos públicos, como o BNDES, para evitar interferências que poderiam desperdiçar recursos.

O programa foca especialmente em micro e pequenas empresas, visando gerar renda em municípios dependentes de transferências governamentais e criar caminhos de saída do assistencialismo, segundo o relator.

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

T CSM

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