O Centro de Atenção Psicossocial para Tratamento de Álcool e Outras Drogas II (Caps AD II) de Santa Maria realizou, nesta terça-feira (10), um encontro especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo (8). A atividade teve como propósito valorizar cada participante em sua trajetória, reconhecendo histórias, desafios e conquistas.
“Esses momentos são importantes porque mostram para cada mulher que ela é muito mais do que as dificuldades que enfrenta. Aqui trabalhamos autoestima, pertencimento e apoio para que elas se sintam capazes de construir novos caminhos”, afirma a gerente da unidade, Adriana Câmara.
A programação foi marcada por ações gratuitas voltadas ao cuidado e ao bem-estar. Além da pintura de unhas feita por servidoras da unidade, um dos pacientes do local, João Coiff, conhecido por participar de projetos sociais na região, ofereceu cortes de cabelo e design de sobrancelhas às participantes.
“Muitas mulheres em situação de vulnerabilidade têm se beneficiado de projetos que atuam no desenvolvimento da autoestima. Acredito que esta iniciativa continuará a crescer e se tornará um modelo a ser seguido por outras cidades”, diz João Coiff.
Entre as participantes estava Maria Luciene Gomes, 52 anos, que integra o grupo terapêutico há um ano e nove meses. Desde que iniciou o acompanhamento, ela afirma ter encontrado uma rede de apoio importante. “Cuidar da autoestima ajuda a gente a se fortalecer e continuar seguindo no tratamento”, conta.
Segundo a enfermeira Angelita Bandeira, uma das responsáveis pelo grupo das mulheres, o objetivo da celebração foi concretizar temas abordados rotineiramente no grupo, como a importância da autoimagem e da autoestima. “Essa ação também se alinha com o protocolo de atendimento que busca oferecer protagonismo às pacientes”, ressalta.
O grupo terapêutico exclusivo para mulheres foi criado para oferecer um espaço de escuta, troca de experiências e fortalecimento entre as participantes. Nos encontros, são abordados temas ligados ao autoconhecimento, às vivências pessoais e ao processo de tratamento. As reuniões são realizadas às terças-feiras, das 14h às 15h, com cerca de dez participantes.
O Caps AD II de Santa Maria também conta com grupos terapêuticos mistos, com homens e mulheres. Para aquelas que preferem um ambiente mais reservado, o grupo feminino surge como uma alternativa acolhedora. “Em muitos grupos a maioria é masculina, e algumas mulheres podem se sentir inibidas. Por isso, pensamos em um espaço só para elas, onde possam falar com mais liberdade”, explica Bandeira.
Interessadas em participar podem procurar a unidade presencialmente para o acolhimento inicial. Após escuta da equipe, aquelas que demonstrarem interesse e perfil para a atividade podem ser encaminhadas ao grupo. Além de Santa Maria, o serviço atende moradoras do Gama que enfrentam prejuízos relacionados ao uso abusivo de substâncias.
Especializado em saúde mental, o Caps AD II de Santa Maria atende pessoas a partir de 16 anos com quadros graves e persistentes relacionados ao uso de álcool e outras drogas. A unidade tem caráter aberto e comunitário e acolhe tanto demandas espontâneas quanto encaminhamentos da rede de saúde e de outros serviços.
O funcionamento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h. O acolhimento, momento de escuta e compreensão do histórico do paciente, vai das 8h às 20h.
Com informações Agência Brasília