Carga tributária bruta chega a 32,40% do PIB em 2025, aponta Tesouro Nacional

Governo Central tem superávit primário de R$ 22,107 bi em dezembro, diz Tesouro
Governo Central tem superávit primário de R$ 22,107 bi em – Reprodução

A carga tributária bruta do governo geral no Brasil atingiu 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, representando um aumento de 0,18 ponto percentual em comparação com 2024. A estimativa foi divulgada pelo Tesouro Nacional no Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo Geral de 2025, publicado nesta sexta-feira (10/4).

O cálculo corresponde à razão entre o total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo – central, estadual e municipal – e o PIB. No governo central, o crescimento da carga foi impulsionado principalmente pela maior arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com acréscimo de 0,23 p.p. do PIB, refletindo o aumento da massa salarial. Também contribuíram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com elevação de 0,10 p.p. do PIB, ligado a operações de câmbio e crédito, e as contribuições ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que subiram 0,12 p.p. do PIB, influenciadas pela expansão do emprego formal e pela reoneração da folha.

Na esfera estadual, houve uma redução de 0,09 p.p. do PIB na carga tributária, atribuída principalmente à queda relativa na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Embora a receita nominal tenha crescido, o aumento foi inferior ao do PIB, devido à composição do crescimento econômico mais concentrada em setores com menor incidência do imposto.

Já nos municípios, a carga tributária aumentou 0,03 p.p. do PIB, impulsionada pelo crescimento da arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS), em 0,02 p.p., alinhado à expansão do setor de serviços. Impostos sobre a propriedade, como o IPTU, também contribuíram, em menor magnitude, enquanto os demais componentes se mantiveram estáveis.

Quanto à classificação econômica, a composição da carga tributária permaneceu relativamente estável. Os impostos sobre bens e serviços continuam como principal componente, mas registraram leve redução de 13,87% para 13,78% do PIB. Os impostos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram de 9,04% para 9,16% do PIB. Entre as contribuições sociais, as destinadas ao RGPS cresceram de 5,28% para 5,40% do PIB, refletindo a expansão do mercado de trabalho, enquanto as contribuições para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) se mantiveram praticamente estáveis.

O boletim é elaborado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN), seguindo o padrão do Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014 do FMI. A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) é responsável pela publicação do dado oficial da carga tributária no país. As informações foram retiradas do Governo Federal.

T CSM

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