CRIME PREMEDITADO
A carta foi escrita quatro dias antes do crime, o que reforça a hipótese de premeditação
Luziano Rosa Parreira é suspeito de ter matado a ex-esposa, Antônia Tomaz Vieira (Foto: reprodução)
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O empresário Luziano Rosa Parreira, de 54 anos, suspeito de matar a professora Antônia Tomaz Vieira, de 55, e em seguida tirar a própria vida, em Jataí, no sudoeste goiano, teria premeditado o crime. Ao Mais Goiás, o delegado Marlon Luz, que assumiu o caso, revelou nesta segunda-feira (23) que uma carta de despedida foi encontrada no bolso do homem.
Segundo o delegado, o conteúdo do documento não será divulgado para preservar a família, mas a análise inicial indica que se trata de uma mensagem de despedida, com justificativas pessoais. A carta estava datada do dia 17 de março, quatro dias antes do crime, ocorrido no sábado (21), o que reforça a hipótese de homem planejou a ação.
Tentativa de reconcialiação
De acordo com as investigações, o casal teve quatro filhos juntos. Eles estavam separados há cerca de 30 dias e moravam em casas diferentes. A principal linha apurada aponta que o crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. “Provavelmente, ele pensou o seguinte: ‘Vou lá tentar uma reconciliação; se não houver essa reconciliação, vou tomar essa atitude, e a carta já está pronta’”, afirmou o delegado.
Segundo o delegado, o homem foi até a casa da avó da vítima – onde Antônia estava – levando um urso de pelúcia, o que sugere uma tentativa inicial de reaproximação. Após a recusa, ele teria efetuado os disparos.
A perícia apontou que pelo menos quatro tiros foram disparados. Os dois corpos foram encontrados na calçada, em frente à residência. No local, foi apreendido um revólver calibre .357 Magnum, com munições intactas e deflagradas. A arma era registrada e o suspeito tinha autorização para posse.
Testemunhas serão ouvidas
Imagens de câmeras de segurança também não devem contribuir significativamente para a investigação. Segundo o delegado, os equipamentos próximos não estavam direcionados para a calçada ou não possuem sistema de gravação, sendo utilizados apenas para monitoramento em tempo real.
A avó da vítima, que estava na residência, e familiares devem prestar depoimento para ajudar a esclarecer o contexto da relação e possíveis sinais anteriores de conflito. Além deles, testemunhas que estavam em um bar a cerca de 150 metros do local do crime ouviram os disparos e devem ser ouvidas.
A polícia também apreendeu os celulares do casal, que passarão por perícia para análise de mensagens, ligações e outras interações. O caso segue sendo tratado como feminicídio seguido de suicídio. A Polícia Civil continua investigando para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do crime.