A decisão também determina pagamento de R$ 50 mil de indenização ao pai da vítima, que estava com o filho no momento do crime e também foi ferido
A Justiça de Goiás condenou Gabriel dos Santos, autor do homicídio do soldado da Base Aérea de Anápolis Davi Rodrigues Pereira, a 33 anos e quatro meses de prisão. A decisão, assinada pelo juiz Pedro Guarda, também determina o pagamento de R$ 50 mil de indenização ao pai da vítima, que estava com o filho no momento do crime e também foi ferido. O caso ocorreu durante uma tentativa de roubo a uma padaria no último 2 de agosto. Davi, de 23 anos, estava com o pai no estabelecimento quando os suspeitos chegaram em um carro e um deles anunciou o assalto.
Ao perceber a ação, pai e filho reagiram para tentar conter o criminoso. Durante a luta corporal, ambos foram atingidos por golpes de faca. Davi recebeu dois golpes de faca, que atingiram fígado e pulmão, e seu pai foi golpeado na região torácica. Os dois chegaram a ser socorridos e levados ao Hospital de Urgências de Anápolis (Heana). O soldado passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. Já seu pai foi internado na UTI e se recuperou.
Logo após o crime, os suspeitos fugiram por uma estrada vicinal. Moradores da região perseguiram a dupla e conseguiram atingir um dos envolvidos com um tiro na perna. O disparo foi efetuado por uma pessoa não identificada.
Em razão dos ferimentos, ambos abandonaram o veículo na zona rural e seguiram para uma área de mata. Pedro Henrique Pereira dos Santos, de 24 anos, comparsa de Gabriel, acabou contido pela população e terminou preso em flagrante. Gabriel, por sua vez, foi localizado mais tarde pela polícia e foi encaminhado ao hospital, onde permaneceu internado sob escolta policial.
Regime fechado
Gabriel dos Santos deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, sem direito de recorrer em liberdade. A sentença foi definida pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis. Quanto a Pedro Henrique Pereira dos Santos, o segundo denunciado, ele terminou absolvido e teve alvará de soltura expedido. A 2ª Promotoria de Justiça de Anápolis diz que recorrerá da decisão.
A padaria da família, localizada no Distrito de Souzânia tinha sido inaugurada há menos de um mês do dia do crime e nunca mais foi reaberta
Tribuna Livre, com informações da 2ª Vara Criminal da Comarca de Anápolis.










