Consumo de café no Brasil cai 2,31% em 2025 por preços altos

Consumo de café no Brasil cai 2,31% em 2025 por preços altos
Consumo de café no Brasil cai 2,31% em 2025 por – Reprodução

O consumo de café no mercado brasileiro registrou queda de 2,31% no período de novembro de 2024 a outubro de 2025, passando de 21,9 milhões para 21,4 milhões de sacas de 60 kg. A redução é atribuída à alta nos preços do produto, influenciada por safras ruins e problemas climáticos nos últimos anos.

Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), os preços da matéria-prima aumentaram 201% na espécie conilon e 212% na arábica nos últimos cinco anos, enquanto no varejo o café subiu 116%. Para o consumidor, o aumento foi de 5,8%. O recorde de consumo interno foi registrado em 2017, com 22 milhões de sacas.

Pavel Cardoso, presidente da Abic, destacou a resiliência do consumidor brasileiro, que manteve o hábito mesmo diante dos aumentos. “O brasileiro não abre mão do café”, afirmou. Ele considerou a queda de 2,31% como positiva, dado o histórico de elevações acima de 200% na matéria-prima. O Brasil permanece como o segundo maior consumidor mundial de café, atrás dos Estados Unidos, e lidera no consumo per capita, com 1,4 mil xícaras por ano por habitante.

Apesar da redução no consumo, o faturamento da indústria cresceu 25,6% em 2025, totalizando R$ 46,24 bilhões, impulsionado pelos preços mais altos nas gôndolas.

Para 2026, a Abic prevê estabilidade nos preços, sem reduções significativas no curto prazo, devido aos estoques globais historicamente baixos. Uma safra promissora é esperada, o que pode reduzir a volatilidade, mas promoções serão usadas para atrair consumidores. Segundo Cardoso, serão necessárias pelo menos duas safras para uma queda mais substancial nos preços.

No âmbito internacional, a cadeia do café ainda enfrenta tarifas impostas pelos Estados Unidos ao café solúvel, embora a taxação sobre o café em grão tenha sido suspensa em novembro de 2024. A Abic espera a reversão dessa medida em poucos meses. Além disso, Pavel Cardoso avalia que o acordo entre Mercosul e União Europeia trará perspectivas positivas para o setor, considerando que o Brasil é o maior produtor mundial, responsável por 40% da produção global.

Com informações da Agência Brasil

T CSM

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