10/01/2026

Copom destaca preocupação com fiscal e sinaliza juros altos por mais tempo

Na última quarta-feira (18), o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, chegando ao patamar dos 15% ao ano -

Na ata de sua última reunião, o colegiado reiterou cenário desafiador da inflação e incertezas no campo geopolítico externo. Comitê afirma que permanecerá vigilante e que fará novos ajustes na Selic se julgar necessário

Em um cenário com as expectativas de inflação distantes das metas perseguidas pelo Banco Central (BC), o Comitê de Política Monetária (Copom) aponta para a necessidade de manter os juros mais altos por mais tempo. Na ata de sua última reunião, divulgada na manhã desta terça-feira (24/6), o colegiado enfatizou sua preocupação com o quadro fiscal e destacou que o cenário prospectivo de inflação segue desafiador em diversas dimensões.

Na última quarta-feira (18), o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica (Selic) em um ritmo menor, de 0,25 ponto percentual, chegando ao patamar dos 15% ao ano. Esse foi o sétimo aumento consecutivo, elevando a Selic ao nível mais alto desde julho de 2006. 

“A desancoragem das expectativas de inflação é um fator de desconforto comum a todos os membros do Comitê e deve ser combatida”, enfatizou o colegiado, que afirmou que o cenário de inflação de curto prazo segue adverso, apesar das recentes surpresas baixistas.

Em relação ao cenário externo, o comitê avaliou que a conjuntura mostra-se adversa e particularmente incerta. “O conflito geopolítico no Oriente Médio e suas possíveis consequências sobre o mercado de petróleo também adicionam incerteza sobre o cenário externo prospectivo. O cenário já tem provocado mudanças nas decisões de investimento e consumo.”

“Ainda é cedo para concluir qual será a magnitude do impacto sobre a economia doméstica, que, por um lado, parece menos afetada pelas recentes tarifas do que outros países, mas, por outro lado, é impactada por um cenário global adverso”, acrescentou o colegiado.

Fiscal

A ata reforçou a necessidade de harmonia entre política fiscal e monetária, alertando que o relaxamento no esforço fiscal pode elevar ainda mais a taxa de juros. “Uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta.”

“Assim, o debate mais recente, com ênfase na dimensão estrutural do orçamento fiscal e na redução ao longo do tempo de gastos tributários, tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e de ter impactos sobre o prêmio da curva de juros”, ponderou.

O comitê destacou, ainda, que permanecerá vigilante e que fará novos ajustes se julgar necessário. “O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado.”

Tribuna Livre, com informações do Comitê de Política Monetária (Copom).

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