Representantes do poder público reuniram-se na última quinta-feira (12/3) em Brasília para debater a 15ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15 da CMS). O encontro integrou a programação da Semana Nacional dos Animais e destacou a importância da cooperação internacional para proteger espécies migratórias e seus habitats, impactados pela mudança climática e ações humanas.
A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita, enfatizou o papel das espécies migratórias nos ecossistemas, como polinização e ciclos geoquímicos, além de seu uso sustentável. Atualmente, 1.189 espécies estão listadas na Convenção, divididas entre o Anexo I (ameaçadas de extinção) e o Anexo II (que demandam cooperação internacional).
Krishna Bonavides, analista ambiental do MMA, explicou que os acordos protegem não apenas as espécies, mas também rotas e habitats. A COP15, programada para 23 a 29 de março em Campo Grande (MS) e presidida pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, reunirá 133 partes da Convenção, incluindo 132 países e a União Europeia, para discutir conservação, prioridades e ações conjuntas.
O bioma Pantanal, sede da conferência, foi foco central devido à sua relevância para migrações e às ameaças severas, como perda de água pela mudança climática. Rita Mesquita destacou a criticidade da região, enquanto Priscilla do Amaral, coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE) do ICMBio, alertou que o Pantanal está se acabando e que o evento pode ser a última chance de recuperação.
Ivan Teixeira, chefe substituto de espécies exóticas do Ibama, reforçou a responsabilidade humana pela conservação da fauna. A Semana Nacional dos Animais, iniciativa do MMA, promoveu debates sobre políticas públicas para proteção e direitos dos animais, incluindo lançamentos e anúncios de novas medidas contra maus-tratos.