Delegado se assusta com frieza do casal preso pela morte de Beatryz Emelly em Britânia

DETALHES

Homem que confessou ter matado a adolescente diz que não se arrependeu do crime

Beatryz Emilly foi morta por tio de consideração em Britânia (Foto: redes sociais)

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Em depoimento à Polícia Civil, o homem de 62 anos que confessou ter assassinado a adolescente Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, afirmou que não se arrepende do crime. Segundo o delegado Willian Caio, responsável pelo caso, a frieza demonstrada pelo suspeito e por sua esposa, apontada por ele como participante direta no assassinato, chamou a atenção da equipe policial. O corpo da jovem foi encontrado na quarta-feira (21), na residência do casal, em Britânia.

“O que mais me chocou foi a frieza com a qual ele narrou tudo. Perguntei se havia arrependimento, e ele disse que não, que ‘já tinha acontecido’, então não teria por que se arrepender”, relatou o delegado ao Mais Goiás.

Ainda conforme o delegado, a postura da mulher, de 56 anos, também causou estranhamento. Mesmo negando qualquer envolvimento no crime, ela não demonstrou reações como surpresa, indignação ou raiva diante das acusações feitas pelo marido, com quem mantém relacionamento desde 2006.

As investigações seguem em andamento e têm como principal foco, neste momento, esclarecer as contradições entre os depoimentos do casal. Enquanto o homem confessa o crime e atribui à esposa participação nas agressões, na decisão de matar a adolescente e na ocultação do corpo, a mulher sustenta que não estava na residência no momento do assassinato, alegando que teria ido à casa de uma filha.

De acordo com o delegado, o autor contou “com riqueza de detalhes” sobre os acontecimentos do dia. Ele afirmou que a adolescente foi chamada até a casa sob o pretexto de resolver questões relacionadas a documentos e que, após um desentendimento, as agressões tiveram início. Segundo essa versão, a esposa teria incentivado a continuidade da violência e orientado a ocultação do corpo.

A mulher investigada é ex-companheira do avô da vítima. Atualmente, Beatryz morava apenas com a mãe.

Incêndio na casa onde aconteceu o crime

Outro ponto que segue sob apuração é o incêndio registrado na casa onde ocorreu o crime. Conforme o delegado, a perícia já havia sido realizada antes do fogo, o que não comprometeu os trabalhos técnicos. Ainda assim, a origem do incêndio será investigada de forma independente.

O casal permanece preso. A mulher foi localizada em Jussara, após tentar deixar a região com a ajuda da filha, e autuada por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante meio cruel, e ocultação de cadáver.

A Polícia Civil informou ainda que exames complementares seguem em andamento, inclusive para esclarecer se houve outros crimes associados ao homicídio. O inquérito deve detalhar a participação individual de cada investigado antes do encaminhamento à Justiça.

T CSM

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