Destino de Daniel Donizet deve voltar à pauta da Mesa Diretora da CLDF

Destino de Daniel Donizet deve voltar à pauta da Mesa Diretora da CLDF
Destino de Daniel Donizet deve voltar à pauta da Mesa – Reprodução

A Mesa Diretora da Câmara Legislativa levará para a próxima reunião o debate sobre o destino dos processos contra o deputado distrital Daniel Donizet (MDB), que responde ao menos quatro acusações. As informações são da assessoria de imprensa da Casa, que reforçou que ainda não tem data para o encontro.

O cerco político e jurídico em torno de Daniel Donizet entra em uma fase decisiva na CLDF. Após um período marcado por manobras regimentais e intensos debates no Conselho de Ética, a cúpula do Legislativo local sinaliza que o futuro do parlamentar será definido nos próximos dias.

Em posicionamento oficial, a Casa confirmou que “os processos relativos ao deputado Daniel Donizet (MDB) deverão ser submetidos à deliberação na próxima reunião da Mesa Diretora, em data a ser agendada”. Esta etapa é considerada crucial para determinar se as diversas denúncias que pesam contra o parlamentar seguirão para o plenário com pedidos de suspensão ou até mesmo cassação de mandato.

O dossiê acumulado contra Donizet é extenso e envolve acusações graves. Entre os episódios mais recentes de 2025, destacam-se a denúncia de importunação sexual feita pela influenciadora Andressa Urach e relatos de assédio por parte de ex-servidoras de seu gabinete.

Somam-se a isso o polêmico flagrante de embriaguez ao volante em junho do ano passado, onde o parlamentar foi acusado de tentar intimidar policiais militares, e a investigação sobre uma suposta omissão de socorro em um caso de violência sexual ocorrido em 2023 envolvendo um ex-assessor.

Daniel Donizet nega todas as acusações e afirma se tratarem de perseguição política.

Resistência

Apesar da gravidade das ações e denúncias mencionadas pela Procuradoria da Mulher, o processo enfrentou resistência interna. No final de 2025, o corregedor Joaquim Roriz Neto (PL) chegou a recomendar o arquivamento do caso por falta de provas, o que gerou forte reação da oposição e pedidos de vista que suspenderam o julgamento.

Durante a reunião do Conselho de Ética, em meados do ano passado, membros do colegiado decidiram aguardar o andamento das investigações para definir o destino do parlamentar.  

T CSM

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