Devotos celebram Dia de Iemanjá com cortejos no Rio

Devotos celebram Dia de Iemanjá com cortejos no Rio
Devotos celebram Dia de Iemanjá com cortejos no Rio – Reprodução

Na manhã de 2 de fevereiro, devotos participaram de um cortejo em homenagem a Iemanjá, orixá do candomblé e da umbanda, na região da Pequena África, no Rio de Janeiro. O evento, organizado pelo grupo Filhos de Gandhi, partiu da Rua Camerino, no bairro da Saúde, e seguiu até a Praça Mauá.

O técnico em seguros André Luiz Barbosa, de 48 anos, integrou o Presente de Iemanjá para “prestigiar o povo preto” e pedir paz, proteção e saúde para sua família. Já a psicóloga Amanda Duarte, de 39 anos, carregava flores em agradecimento pelas bençãos recebidas no último ano, sentindo-se conectada à espiritualidade.

A caminhada reuniu pessoas de diferentes perfis, promovendo união. A paulistana Sandra Regina Tomás, técnica de enfermagem de 60 anos, viajou ao Rio em busca de sua ancestralidade, afirmando se sentir “de volta para casa”. O advogado Oirton Dantas, de 39 anos e sem religião definida, destacou a importância de congregações para estabelecer vínculos e agradecer.

O calendário de celebrações incluiu a Reza das Águas no Leme, no dia 31 de janeiro, e o Presente para Iemanjá na Ilha do Governador, no dia 1º de fevereiro. Ainda no dia 2, estavam previstos o cortejo teatralizado na Praia do Flamengo e o Dia de Iemanjá do Arpoador. No final do mês, no dia 28, ocorrerá o Xirê de Iemanjá na Barra da Tijuca.

Especialistas explicam a popularidade de Iemanjá pela sua representação como mãe de todos os orixás e das cabeças dos devotos, segundo o babalaô Ivanir dos Santos, doutor em História e professor da UFRJ. Tantinho, remanescente do grupo Filhos de Gandhi, compara a orixá ao acolhimento no ventre materno, como na bolsa d’água.

Sylvia Amanda da Silva Leandro, da representação regional da Fundação Cultural Palmares no Rio, enfatiza que Iemanjá traz paz, harmonia, felicidade e sabedoria para enfrentar dificuldades, acalmando como o mar. O músico Marcos André Carvalho, idealizador do Dia de Iemanjá no Arpoador, descreve a orixá como figura do imaginário popular que une pessoas de todos os credos, ajudando a superar diferenças em tempos de intolerância religiosa e perseguição às crenças de matriz africana.

*Com informações da Agência Brasil

T CSM

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